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Grandes momentos olímpicos - Władysław Kozakiewicz

No final da década de 1970, as relações entre russos e poloneses não eram das melhores. O atleta Władysław Kozakiewicz sentiu isso em pessoa  quando correu para executar o seu salto com vara nos Jogos Olímpicos de Verão de 1980, sediados em Moscou. Os Jogos Olímpicos de Moscou já estavam mergulhados na controvérsia antes mesmo da abertura. Os Estados Unidos lideraram o boicote de 64 outros países, em protesto contra a invasão soviética do Afeganistão em 1979.

A multidão que torcia pelo soviético Konstantin Volkov vaiava e assobiava sem dar trégua, durante o salto de Kozakiewicz. Depois de abrir a série com o novo recorde mundial de 5,78 metros, Kozakiewicz ficou de pé, e, aos sorrisos, virou-se para os espectadores com um sinal de banana em desafio à multidão soviética. As fotos deste incidente deram volta ao mundo, com exceção da União Soviética e de seus satélites, embora o evento tenha sido transmitido ao vivo pela TV em muitos países do bloco soviético.

Wladyslaw_Kozakiewicz_gesture_1980_2

Após as Olimpíadas, o embaixador soviético para a Polônia exigiu que Kozakiewicz fosse despojado de sua medalha para atenuar o “insulto ao povo soviético”. A resposta oficial do governo polonês foi que o gesto tinha sido um espasmo muscular involuntário causado pelo esforço do atleta.

O ato de Kozakiewicz foi recebido com muito apoio pela sociedade polonesa, que ressentia-se do controle soviético sobre a Europa Oriental (a Polônia estava no meio de greves trabalhistas que levaram à criação do sindicato Solidariedade menos de dois meses depois). Na cultura polonesa, o chamado “Gest Kozakiewicza" (gesto de Kozakiewicz) ainda representa um símbolo de resistência.

Wladyslaw_Kozakiewicz_gesture_1980
Depois do escândalo em Moscou, Władysław Kozakiewicz já não era uma figura bem-vinda para as autoridades desportivas polonesas leais aos comunistas. Como resultado, ele era constantemente vítima de perseguição dos árbitros. Quando ele foi proibido de participar em eventos esportivos no exterior em 1985, Kozakiewicz viajou por sua própria conta a um torneio na Alemanha para nunca mais voltar. Foi-lhe dada a cidadania alemã e ele até disputou alguns torneios representando a equipe de atletismo alemã. De 1986 a 1988, ele  foi campeão alemão do salto com vara.

Grandes momentos olímpicos - Os Panteras Negras

Um protesto silencioso de dois atletas norte-americanos contra a discriminação racial nos Estados unidos marcou os Jogos Olímpicos da Cidade do México. Em 17 de outubro de 1968, Tommie Smith e John Carlos, respectivamente medalhistas de ouro e bronze nos 200 metros rasos, de luvas negras e punhos cerrados ao alto, permaneceram com as cabeças inclinadas durante a execução do hino nacional do seu país.

O gesto remetia aos Panteras Negras, partido fundado em 1966 que defendia o armamento dos negros como forma de defesa, além de lutar por indenizações pelo período da escravidão.

John_Carlos,_Tommie_Smith,_Peter_Norman_1968
Colegas da equipe de atletismo na Universidade da San José, na Califórnia, Smith e Carlos cogitarm não participar dos Jogos, por sugestão do amigo, o sociólogo Harry Edwards. O grupo de Edwards, batizado de Projeto Olímpico para os Direitos Humanos, ganhara o apoio de esportistas e líderes dos direitos civis, mas o boicote não aconteceu. Contudo, inspirados pelas palavras do sociólogo, os corredores planejaram a manifestação.

Na cerimônia, Smith ergueu o braço direito para representar o poder negro americano, enquanto que Carlos levantava o esquerdo, simbolizando a unidade da raça. Ao lado dos dois, o ganhador da prata, o australiano Peter Norman, também participou da manifestação, usando o símbolo do movimento de Edwards em seu uniforme.

Mas naquele conturbado final dos anos 1960, nem todos aprovaram o ato - os competidores foram vaiados e, em poucas horas, foram condenados pelo Comitê Olímpico Internacional, que proíbe os participantes dos Jogos Olímpicos de usar símbolos relacionados a qualquer facção ou movimento político.

”Sabíamos que o que íamos fazer era muito maior do que qualquer façanha atlética”, disse Carlos em entrevista coletiva após a solenidade. Já Smith ponderou sobre o que significava na época, fazer parte de uma equipe com atletas brancos: “Na pista você é Tommie Smith, o homem mais rápido do mundo, mas nos vestiários você não é nada mais do que um negro sujo.”

John_Carlos,_Tommie_Smith,_Peter_Norman_1968

De volta aos Estados Unidos, Smith e Carlos acabaram condenados ao ostracismo pelas autoridades que comandavam o atletismo americano. Com o decorrer dos anos, os dois foram saindo de párias para aquilo que são hoje – símbolos da luta pela igualdade dos direitos civis.

Menos sorte teve o australiano solidário. Norman passou a ser ignorado pelos chefes do atletismo australiano e, também, pela imprensa local. O racismo imperava na Austrália – onde os aborígines, os nativos, eram tratados como cidadãos de segunda classe. Sua carreira entrou em colapso e, com ela, sua vida pessoal. Norman logo teria problemas com bebidas. Jamais foi “perdoado” na Austrália. Um dos mais repulsivos sinais disso é que ele foi ignorado pelos organizadores das Olimpíadas de Sidney de 2000 – mesmo tendo sido um dos maiores corredores da história do país.

O que ele não perdeu jamais foi a amizade, a admiração e o reconhecimento dos dois amigos que fizera em 1968 no México. Os três nunca mais perderam o contato. No funeral de Norman, em 2006,  Tommie Smith e John Carlos estavam presentes – e carregaram o esquife do amigo que, contra todas as probabilidades, entrou para a história dos direitos civis dos negros americanos no que era para ser apenas mais uma competição esportiva.

Onze segundos - a tragédia de um brasileiro

A história a seguir, contada em versos, é baseada em fatos reais. É o drama de um brasileiro, é a tragédia de todos nós como um povo. É a triste realidade da nossa nação, que abandona os seus jovens sem lhes dar uma chance de se tornarem campeões.

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Onze segundos

João da Silva
Vulgo João Ligeiro
Filho varonil
Do solo brasileiro
Meninos eu vi, não invento
João era, veloz como o vento
Na escola corria
Todo santo dia
Os 100 metros rasos
Em profundos
Onze segundos
Cronometrados a mão
Correndo descalço
Em uma pista de chão

Noutro país, noutra nação
Onde o livro, a merenda
Não sejam oferendas
No altar da corrupção
Noutro reino, noutra fidalguia
Onde dias melhores
Não sejam utopia
João, um rapaz pobre
Se tornaria atleta nobre
Mas não aqui, aqui não
Nesta terra indecente
Que devora a própria gente
João seguiu um caminho diferente

Em casa o colapso familiar
Na rua o Estado a lhe negar
A chance de ser campeão
Sozinho na longa jornada
Entre a cruz e a espada
João parou de treinar
A fim de trabalhar
Engraxate
Verdureiro
Servente
Aprendiz de pedreiro
Para ajudar a mãe doente
E o pai cachaceiro
A cada dia, João sentia
Que morria o João Ligeiro

Meninos prestem atenção
Quando no coração
Na alma, na mente
Um homem sente
Que está morto
Sem futuro
No escuro
Sepultado
Sem chances de ser ressuscitado
Ele enlouquece
Por dentro apodrece
Ele fica desesperado

João da Silva
Vulgo João Ligeiro
Filho dessa mãe gentil
Rejeitado pela Pátria que o pariu
Tornou-se ladrão, viciado
Casqueiro
Mais um pária brasileiro

O desfecho desse drama
É comum, é banal
Tem reprise todo dia
Em qualquer banca de jornal
Numa certa tarde de verão
Quando recebeu voz de prisão
Ao invés de se render
João decidiu correr
Correr como nos velhos tempos
Veloz como o vento
100 metros rasos
Em profundos
Onze segundos

Entretando, contudo, porém
As balas de um fuzil
São velozes também
Um estampido
Um gemido
Um corpo caído no calçadão
Assim morreu João
De candidato a campeão
A um condenado
Baleado
Sem direito à redenção

Meninos prestem atenção
Na fria ironia
Na torpe contradição
A turba ficou olhando
João agonizando
Estirado no chão
Na frente de um estádio
Um estádio em construção

Onbashira Matsuri - Um festival japonês tão perigoso quanto espectacular

O Onbashira Matsuri, ou o festival dos pilares sagrados, é um festival tradicional japonês realizado a cada seis anos, em Nagano, que é tão perigoso quanto espetacular! Durante o festival, os participantes movem com as mãos e montam quatro enormes troncos de árvores, que pesam até 10 toneladas, tudo acompanhado de danças, música e canções. Impressionante! Nascido da religião xintoísta,  o Onbashira Matsuri é um festival que celebra há mais de 1200 anos, a renovação e a substituição dos quatro grandes pilares de madeira do grande santuário.

5 animais que foram caçados pelo homem até à extinção

Doenças, predação, concorrência, alterações climáticas, erupção vulcânica, colisão de asteróides. Estes são alguns dos fatores que podem contribuir para a extinção de uma espécie animal. Entretanto, na maioria das vezes, somos nós, os seres humanos, que desempenhamos o papel principal nesta tragédia do meio ambiente. Na verdade, nos últimos 500 anos, o homem levou 322 espécies de animais à extinção, seja indiretamente (através da introdução de novos predadores e a destruição de habitats), ou diretamente (pela caça excessiva em busca de alimentos, por esporte, comércio de peles). Abaixo estão 5 animais que foram caçados até a extinção.

15 incríveis fotografias dos Jogos Olímpicos de 1908

Imagine uma época em que as mulheres usavam vestidos para o salto em altura e o cabo de guerra era um esporte olímpico. Bem-vindo a 1908; o primeiro ano em que Londres sediou os Jogos Olímpicos e a terceira Olimpíada em que as mulheres foram autorizadas a competir.

Quem deu nome aos planetas do sistema solar?

A mitologia romana é a fonte dos nomes de grande parte dos planetas do nosso sistema solar. Os romanos deram os nomes de seus deuses e deusas aos cinco planetas que podem ser vistos no céu noturno a olho nu.

Qual é a origem da expressão “espada de Dâmocles”?

A expressão “espada de Dâmocles”  origina-se de uma antiga parábola moral, popularizada pelo filósofo romano Cícero, em seu livro, Tusculan Disputationes, escrito no ano 45 a.C.  A versão de Cícero fala sobre Dionísio II, um rei tirânico que  governava a cidade siciliana de Siracusa durante os séculos IV e V a.C.  Embora fosse rico e poderoso, Dionísio era extremamente infeliz. Ele governava com mão de ferro e havia feito muitos inimigos, vivendo atormentado pelo medo de ser assassinado. O pavor do rei era tão intenso a ponto de ele dormir em um quarto cercado por um fosso e só confiar em suas filhas para raspar-lhe a barba com uma navalha.

15 fantásticas fotografias do Zepelin nos céus do Brasil

Os Zepelins tiveram seus primeiros voos comerciais iniciados em 1910 pela Deutsche Luftschiffahrts-AG, a primeira companhia aérea do mundo em serviço comercial e, quatro anos após o início de suas operações, em meados de 1914, a empresa já havia transportado mais de 10.000 passageiros pagantes em mais de 1.500 voos. Após o enorme sucesso do projeto Zeppelin, a palavra Zepelin passou a ser comumente utilizada para se referir a todos os dirigíveis rígidos.

O primeiro Zepelin que chegou ao Brasil foi o Graf Zeppelin D-LZ127, em voo experimental com destino final no Rio de Janeiro. O aparelho tinha 236,6 metros de comprimento e 30 metros de altura, sendo muito maior do que qualquer avião dessa época ou atual. Nesse tempo, a comparação mais comum era com navios transatlânticos, como o Titanic, que era apenas alguns metros mais longo. Nesta postagem levaremos a vocês 15 fantásticas fotografias dos dirigíveis nos céus brasileiros.

22 antigas e raras fotografias das pirâmides do Egito

Hoje, com as facilidades da fotografia, há provavelmente milhões de belas imagens das Grandes Pirâmides de Gizé, no entanto, nesta postagem, vamos dar uma olhada em algumas das fotografias mais raras e mais antigas desses incríveis e misteriosos monumentos do Antigo Egito. Nosso objetivo é mostrar  algumas fotografias das  pirâmides que talvez você nunca tenha visto.

12 fatos (alguns bem estranhos) sobre a vida de Charles Darwin

Todo mundo, em algum momento, já ouviu falar algo sobre Charles Darwin e sua teoria da seleção natural, mas você sabia que, certa vez, o ilustre cientista comeu uma coruja, apenas por diversão? Ou que ele quase não fez a famosa viagem a bordo do HMS Beagle por causa do formato de seu nariz? Eis 12 fatos (alguns um tanto estranhos ) sobre o homem por trás da teoria da evolução!

As civilizações perdidas no mundo de Tarzan

Houve outros autores que escreveram histórias de fantasia sobre a África antes de Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan, e eles sem dúvida, o influenciaram. O mais importante desses escritores foi H. Rider Haggard, um autor que se especializou em descrições vívidas de cidades perdidas em livros como Ela, a Feiticeira e As Minas do Rei Salomão.

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Burroughs começou a escrever quatro décadas depois de Haggard, mas ainda havia grandes seções da África que não eram mapeadas ou exploradas. Era fácil pensar na existência de grandes civilizações desconhecidas no chamado “continente negro”, e Burroughs deixou a sua imaginação correr solta. Ele criou mais de uma dúzia destes reinos para as aventuras de Tarzan.

Por exemplo, a cidade de Opar é o que resta de um posto avançado da Atlântida antiga. Ela é povoada por homens semelhantes a macacos e por lindas mulheres. Opar também contém uma fortuna fabulosa em ouro e pedras preciosas, todos escondidos dentro da cidade. Tarzan saqueia esse tesouro para reabastecer sua fortuna pessoal. Quanto ao nome, é possível que Opar tenha sido inspirada pela cidade bíblica de Ofir, famosa por suas riquezas.

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Depois, há a Cidade de Deus, uma das criações mais incomuns de Burroughs. O governante deste reino é um cientista britânico, auto-intitulado de "Deus". Ele usa seu conhecimento de genética para colocar a própria mente  no corpo de um gorila. Ele também comanda uma tribo de gorilas com a inteligência humana e as personalidades de Henrique VIII e os membros de sua corte real. É bem possível que este todo-poderoso macaco tenha sido a inspiração para o supervilão da DC Comics, o Gorila Grodd.

Claro, estamos apenas arranhando a superfície. Em Tarzan e os Homens-formiga o nosso herói encontra duas cidades rivais povoadas por seres humanos de 46 centímetros de altura. Em Tarzan, O Senhor da Selva, há um vale habitado por cruzados, encalhados por lá desde o século 12; em Tarzan Triunfante, encontramos uma cidade de fanáticos religiosos epilépticos que vêem seus ataques como um dom de Deus.

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Depois, há Pal-ul-don, uma cidade habitada por dinossauros, e não vamos nos esquecer de Xuja, uma cidade de loucos  que criam leões como gado e adoram papagaios e macacos. Há também Kaji e Zuli, cidades governadas por um mago que usa uma jóia mística para controlar ambas as populações.

Existe também Alemtejo, um perdido posto avançado habitado por descendentes de uma expedição portuguesa do século 15 e por africanos locais. Essa é a única cidade perdida em toda a África de Tarzan, que não é governada por pessoas de pele branca.

Tarzan e a Terra Oca


Tarzan no Centro da Terra

Além dos livros sobre Tarzan, Burroughs escreveu várias outras séries, incluindo o ciclo de romances Pellucidar. Nestas histórias, os aventureiros David Innis e Abner Perry constroem uma máquina de perfuração experimental e descobrem que a Terra é oca e iluminada por um sol interior. Este mundo é habitado por dinossauros, por seres humanos primitivos, e uma grande variedade de raças, inteligentes de não-humanos.

Em Tarzan no Centro da Terra, o homem-macaco e um pequeno grupo de companheiros partem em busca de Innis e Perry. Tarzan usa sua riqueza para financiar a construção de um dirigível especial chamado de O-220. Usando esta enorme máquina voadora, eles viajam através de um buraco gigantesco no Pólo Norte, e passando através do túnel, eles acabam no centro da Terra.

A tese de uma Terra Oca é uma idéia pseudocientífica real que tem sido discutida desde o século 18. Não está claro se Burroughs levou essa ideia a sério, mas ele, certamente a considerou muito útil para sua ficção. Na verdade, este conceito não ficou limitado à Terra. Em seus romances The Moon Maid  e os Homens da Lua, o nosso satélite  também é oco e abriga várias civilizações antigas.

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