40 mil euros para quem decifrar a última mensagem secreta da Segunda Guerra Mundial

Dídac Sánchez, um jovem empreendedor de Barcelona, lançou o desafio para decifrar um código secreto utilizado durante a Segunda Guerra Mundial. E quem conseguir realizar a proeza, recebe uma boa soma: num primeiro momento o premio era de 25 mil euros, mas depois de 2.223 pessoas de mais de 30 países terem fracassado, a recompensa aumentou para os 40 mil euros.

Sánchez criou a empresa 4YEO, especializada em encriptação de mensagens. Ele alega conseguir encriptar qualquer texto, inclusivamente emails, conversas por WhatsApp, Messenger, SMS, Skype ou chamadas telefônicas.

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A mensagem divulgada pela empresa é construída com o mesmo código que foi utilizado na última mensagem por decifrar dos tempos da Segunda Guerra Mundial, que enviada da Inglaterra para a resistência francesa. O concurso foi aberto dia 1 de setembro tendo expirado dia 31 de dezembro. Sem resultados, o prazo foi alargado até dia 30 de abril depois de 372 espanhóis, 224 mexicanos, 219 americanos, 211 britânicos, 176 alemães, 132 austríacos, 115 fraanceses, 78 russos, 55 ucranianos e 43 japoneses, entre várias outras nacionalidades, terem tentado sem sucesso decifrar o enigma.

Se quiser tentar ganhar os 40 mil euros e tentar decifrar uma mensagem aparentemente indecifrável, é só clicar aqui.

Revezamento da tocha olímpica - uma criação nazista

Nenhum momento define melhor os Jogos Olímpicos modernos do que o do revezamento da tocha, um símbolo perfeito da fraternidade e da cooperação internacional. Tudo é glorioso nesse evento, desde o acendimento da chama sagrada em Olímpia, na Grécia, até à sua entrada espetacular no estádio da cidade sede. Esse também era o espetáculo que Joseph Goebbels, ministro alemão da propaganda queria que os espectadores das Olimpíadas de 1936 presenciassem - não para a fraternidade entre os povos, mas para a glória do regime nazista.

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Muitas pessoas não sabem que o revezamento da tocha olímpica é uma invenção nazista. Os antigos gregos disputavam corridas de revezamento que envolvia tochas como parte de sua adoração aos deuses, porém, em nenhum dos jogos modernos antes de Berlim houve o revezamento da chama olímpica. A ideia não foi, na verdade, de Goebbels. Ela foi proposta por Carl Diem, secretário geral do comitê organizador dos Jogos de Berlim e inspirada na chama usada na Olimpíada de Amsterdã em 1928. Goebbels decidiu  usar o revezamento da tocha para  satisfazer a sede nazista por espetáculos e cerimônias. E ele o fez com muita competência.

Na cerimônia de acendimento na Grécia, a chama foi dedicada a Hitler, ao som de uma banda que tocava o hino nazista Die Fahne Hoch. Ao retratar o evento como uma antiga tradição, os nazistas proclamavam-se herdeiros do progresso da civilização ocidental; da Grécia à Roma e finalmente para a Alemanha.

A rota do revezamento da tocha passou pela Tchecoslováquia, onde toda a propaganda nazista que cercava o espetáculo,  induziu alguns membros da minoria étnica alemã a entrar em conflito com os tchecos. Dois anos mais tarde, os nazistas  invadiriam e ocupariam parte da Tchecoslováquia, alegando que a minoria alemã estava em perigo.

Na última etapa do revezamento, somente atletas loiros e de olhos azuis foram autorizados a conduzir a tocha.

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Hitler encontrou ainda outras maneiras para usar o revezamento da tocha como propaganda nazista. O chefe do escritório de esportes do  Reich, Hans von und Tschammer Osten, convenceu-o a patrocinar escavações dos sítios dos jogos olímpicos originais em Olímpia, reforçando ainda mais a imagem da Alemanha como herdeira e zeladora das antigas tradições.

De acordo com o historiador alemão Arnd Krüger, a Companhia Krupp, maior produtora de armamentos da Alemanha, projetou e patrocinou as tochas usadas no percurso entre a Grécia e Berlim. A primeira tocha fabricada foi usada para acender um novo forno para a produção de canhões de longo alcance. A rápida expansão da produção de artilharia da Krupp seria crucial para os primeiros sucessos militares dos nazistas.

Assim como Goebbels planejara, a visão  da chama sendo levada para o estádio por um exemplar da masculinidade ariana, levou os espectadores a concluir que os nazistas eram fortes, mas não brutais. O New York Times informou que a Alemanha mostrou “boa vontade” e “hospitalidade impecável.” A  agência The Associated Press assegurou a seus leitores que os Jogos indicavam paz para a Europa.

O vazio da propaganda nazista foi revelado pelos anos catastróficos da guerra. No entanto, na retomada dos Jogos Olímpicos em Londres em 1948, o revezamento da tocha foi mantido como uma mensagem clara de amizade e paz. Ele ainda continua a ser um símbolo de boa vontade, um legado do nazismo que decidimos valer a pena manter.

Vídeo da Abertura dos Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim - [Link patrocinado]

Minuto de silêncio - como nasceu essa tradição?

O minuto de silêncio com o qual  se presta homenagem a um falecido ilustre, ás vítimas de catástrofes naturais ou aos mortos em tragédias humanitárias, nasceu em Portugal.

Tudo começou em 1912 com a morte do Barão do Rio Branco, ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil que era muito estimado em Portugal, por ter sido um dos primeiros estadistas a apoiar o reconhecimento da República Portuguesa em 1910.

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José Maria da Silva Paranhos Júnior nasceu no Rio de Janeiro a 20 de abril de 1845, filho do também diplomata que se tornou famoso sob o título de Visconde do Rio Branco. Político competente, o barão foi ministro dos Negócios Estrangeiros durante os governos presidenciais de 1901 até a data de sua morte em 10 de fevereiro de 1912. Antes da República, Paranhos Júnior servira com igual empenho a causa da monarquia.

A sua morte teve tal repercussão no Brasil que o governo fez um decreto adiando o carnaval, para que esse período de festas não coincidisse com o luto nacional. Como ministro dos Negócios Estrangeiros, Rio Branco foi o responsável pela demarcação das fronteiras, trabalho que executou com engenho e arte, aumentando ainda mais o já vasto território brasileiro com a anexação do atual estado do Acre, que pertencia à Bolívia (1904), uma área em litígio com a Guiana Francesa, que abrangia quase todo o atual Estado do Amapá, e resolvendo em favor do Brasil uma disputa fronteiriça com a Argentina, incorporando em definitivo uma área territorial de 30 mil  quilômetros quadrados.

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O primeiro minuto de silêncio da história

“Em Portugal havia um verdadeiro culto pelo Barão do Rio Branco, o estadista ilustre que o Brasil perdeu, e o seu nome era entre nós tão querido e tão espalhado que raro dos portugueses de uma certa cultura o desconhecia. Todos os que amam o Brasil e seguem atentamente os seus movimentos políticos e literários, os que lá vão em busca de um pouco de bem estar, os artistas que viajam anualmente na terra nossa irmã, os comerciantes que regressam com o seu pecúlio e vão instalar-se nas suas províncias, todos recordavam com admiração o nome do ilustre homem de Estado”, como ficou registrado na Ilustração Portuguesa, de 26 de fevereiro de 1912, lamentando a morte e noticiando a missa de sétimo dia do estadista brasileiro.

A morte do Barão do Rio Branco teve um forte impacto em Portugal. O parlamento português na sua reunião do dia 13 de fevereiro, sob a presidência de Aresta Branco, em homenagem ao morto ilustre, suspendeu a sessão por meia hora – como era tradicional. Já na reunião do Senado no dia seguinte, sob a presidência de Anselmo Braamcamp e secretariada por Bernardino Roque e Paes de Almeida, inovou e revolucionou. “O presidente, aludindo ao falecimento do Sr. Barão do Rio Branco, recordou que os altos serviços por aquele estadista prestados ao seu país e a circunstância de ser ele ministro quando o Brasil reconheceu a república portuguesa”, escrevia o Diário de Notícias sobre a sessão.

Continuando com a evocação: “Honrou também o Barão do Rio Branco as tradições lusitanas da origem da sua família e por tudo isso propôs que durante dez minutos, e como homenagem à sua memória, os senhores senadores, se conservassem silenciosos nos seus lugares.  Cumpriu-se, assim, o primeiro momento de silêncio que se tem notícia, uma tradição que se vem prolongando até os nossos dias.

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Jogadores do Barcelona prestam um minuto de silêncio em respeito às vítimas do terremoto no Nepal.

Depois deste dia, todas as vezes que falecia alguém passível de homenagem, o parlamento português repetia o gesto. Com o tempo, de dez minutos passou a cinco, depois a um, como atualmente. Em seguida, as casas legislativas europeias copiaram o modelo português e daí para o resto do mundo, ganhando visibilidade sobretudo nos estádios de futebol.

Outra versão conhecida é que a idéia do minuto de silêncio foi concebida pelo jornalista australiano Edward George Honey em um artigo no jornal londrino The Evening News, onde em 17 de novembro de 1919 o rei George V do Reino Unido proclamou que na 11a hora do 11o dia do 11o mês, todas as atividades deveriam ser interrompidas por 2 minutos em reverência à memória dos mortos na Primeira Guerra Mundial, ficando a data conhecida como Dia do Armistício.

Vulcano: você sabia que esse planeta já existiu para a ciência?

Vulcano foi um planeta que alguns cientistas do século XIX acreditavam existir em algum lugar entre Mercúrio e o Sol. O matemático Urbain Jean Joseph Le Verrier propôs pela primeira vez a  existência desse planeta em 1860, depois que ele e muitos outros cientistas se viram incapazes de explicar certas peculiaridades da órbita de Mercúrio.

Cientistas como Le Verrier argumentavam que a órbita de Mercúrio devia sofrer a influência de algum corpo celeste, como um pequeno planeta ou uma lua, atuando como uma força gravitacional. La Verrier chamou o seu planeta hipotético de Vulcano, em homenagem ao deus romano do fogo.

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Logo, astrônomos amadores de toda a Europa, ansiosos para ter uma parte na “descoberta científica”, contataram Le Verrier, alegando terem visto o misterioso planeta fazendo o seu trânsito em torno do Sol. Durante anos, avistamentos do planeta Vulcano continuaram a ser relatados de todas as partes do mundo, e quando La Verrier morreu em 1877, ele ainda era considerado como tendo descoberto um novo planeta no sistema solar.

O fim do planeta Vulcano

Sem La Verrier agindo nos bastidores, a existência de Vulcano  começou a ser posta em dúvida por muitos astrônomos. A pesquisa foi abandonada em 1915, depois que a teoria da relatividade geral de Einstein ajudou a explicar de uma vez por todas por que Mercúrio orbita o Sol de uma forma tão estranha. Mas o que todas aquelas pessoas viram? Nenhuma delas tinha qualquer razão para mentir e  Le Verrier era  tido como um cientista sério. É possível que elas  tenham visto um pequeno asteroide que passava muito perto da Terra, logo abaixo da sua órbita. Asteroides como esse eram desconhecidos naquela altura da história, daí, talvez a confusão.

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Contudo, astrônomos amadores continuaram a buscar provas da existência de Vulcano, e, em 1970, houve pessoas que alegaram avistar um objeto estranho orbitando o Sol além de Mercúrio. Surpreendentemente, o maior legado da teoria de Le Verrier foi a inspiração para o nome do planeta natal do personagem Spock de Star Trek.

Leia também: O homem com sangue verde e outros intrigantes casos médicos

Japoneses confirmam descoberta do elemento 113 da tabela periódica


Uma equipe de pesquisadores do centro japonês Riken confirmou nesta quinta-feira a identificação do elemento número 113 da tabela periódica, de caráter sintético e com o nome provisório de Unúntrio.

Em comunicado, o instituto estatal japonês reivindicou o descobrimento do novo elemento, cujo achado é disputado com um grupo conjunto de pesquisadores russos e americanos que realizou pesquisas paralelas.

Os resultados da pesquisa realizada pelo Riken serão publicados na edição de janeiro do jornal da União Internacional de Química Pura e Aplicada, a autoridade máxima nesse campo, e responsável por determinar a autoria dos descobrimentos.

Se for confirmado que os japoneses foram os autores dos experimentos decisivos para o achado, eles terão o direito de dar o nome oficial ao novo elemento da tabela periódica.
A equipe russa-americana foi a primeira a anunciar a descoberta do elemento 113 em 2003, embora o centro japonês afirme ter recopilado em 2012 os dados conclusivos para confirmar sua existência.

O novo elemento sintético conta com 113 prótons em seu núcleo, e foi identificado por uma equipe liderada pelo cientista japonês Kosuke Morita, da Universidade de Kyushu (sul do Japão). Morita conseguiu sintetizar o elemento em três ocasiões através de um método consistente de fazer colidir íons de zinco sobre uma camada ultrafina de Bismuto.

"Agora que demonstramos de forma conclusiva a existência do elemento 113, planejamos seguir investigando o território inexplorado do elemento 119 e além", afirmou Morita no comunicado - "Algum dia, esperamos chegar à ilha dos elementos estáveis", acrescentou o pesquisador japonês.

Os elementos sintéticos não aparecem de forma natural e são gerados artificialmente através de experimentos, e até o momento foram criados 24 elementos deste tipo, entre eles o plutônio, embora todos eles sejam instáveis, lembrou o Riken.

Fonte: UOL Notícias

5 curiosas perguntas sobre assuntos históricos

Estudar a história é fazer perguntas. Claro, que ao buscarmos respostas para questões passadas, vamos nos deparar com inúmeras dificuldades. A verdade quase sempre se oculta atrás da pátina do tempo, é ofuscada por preconceitos, interesses políticos, ideologias. Mas, apesar das intempéries, precisamos nos interessar por história, precisamos fazer perguntas e procurar a verdade como quem busca um tesouro! Nesse artigo, vamos responder a cinco perguntas sobre história, de teor curioso, espero que as respostas sejam satisfatórias; mas esteja à vontade para discordar!


1 - Quantos habitantes havia no Brasil na época do Descobrimento?
Índios brasileiros

Oito milhões de pessoas viviam aqui em 1500. O número não é exato, mas é um consenso entre os historiadores. Desse total, 5 milhões viviam na Amazônia (incluindo áreas da floresta hoje pertencentes ao Peru, Equador e outros países). Para se ter uma ideia, na época, Portugal tinha pouco mais de 1 milhão de habitantes. A Europa inteira, cerca de 80 milhões. A América como um todo chegava aos 57 milhões. Só no Império Inca, que se estendia da Colômbia ao Chile, eram 10 milhões. Documentos da expedição de Cristóvão Colombo, que desembarcou no continente em 1492, relatavam aldeias que já pareciam verdadeiras cidades, abrigando até 2 mil pessoas.

Leia também: 3 de maio de 1500 - A verdadeira data do descobrimento do Brasil?

2 - Que língua Jesus falava?
Aramaico. Isso é consenso entre historiadores e defendido pela Igreja. Mas de vez em quando surge uma polêmica. Em 2014, o papa Francisco e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, debateram o assunto em Jerusalém. “Jesus esteve aqui, nesta terra. Ele falava hebraico”, disse o líder israelense. Francisco interrompeu: “Aramaico”. Netanyahu retrucou: "Falava aramaico, mas sabia hebraico". O ministro não está de todo errado; as lideranças judaicas da época falavam hebraico, como Jesus conviveu com elas, entendia a língua. Na verdade, possivelmente Jesus era um poliglota. Devia ter noções de grego, porque esse povo deixou marcas na região na época da ocupação dos macedônios, e de latim, o idioma dos conquistadores romanos. Mas, no dia a dia, ele falava aramaico mesmo, que era a língua do povo judeu. Árabe, nem pensar - a língua só se tornou dominante na região a partir do século 7.

Leia também: Aramaico, a língua falada por Jesus corre risco de morrer

3 - Qual nação mais invadiu outros países na história?
Império Britânico

Foi a Inglaterra. Uma pesquisa de 2012 analisou a história de mais de 200 países e concluiu que, dos 193 países reconhecidos hoje pelas Nações Unidas, 171 (88,6%) foram invadidos pelos britânicos em algum momento de sua história. Vale ressaltar que nem todos os países invadidos chegaram a fazer parte do império britânico. Os dados incluem até invasões feitas por exploradores privados e piratas, desde que as aventuras tivessem o consentimento do governo. O Brasil está na lista: em 1591, sob o comando do corsário inglês Thomas Cavendish, os britânicos invadiram, saquearam e ocuparam, por quase três meses, as cidades de São Vicente e Santos.

4 - Onde, na São Paulo atual, ocorreu o Grito do Ipiranga?
Ninguém sabe o lugar exato. “É difícil definir onde dom Pedro teria passado quando veio de Santos, em 7 de setembro de 1822”, diz a historiadora Cecília Helena de Salles Oliveira, professora da USP e autora do livro O Brado do Ipiranga. “A partir dos anos 1910, essa área de São Paulo sofreu muitas mudanças, como a canalização do riacho do Ipiranga.” Um dos palpites é que ele tenha acontecido onde hoje fica o Parque da Independência. O Museu do Ipiranga, também ali, abriga outra pista: o quadro Independência ou Morte, de Pedro Américo. Produzido entre 1886 e 1888, ele inclui, num canto da imagem, uma residência parecida com a Casa do Grito, que ainda hoje está preservada no Parque. Por mais que vários detalhes da tela sejam idealizados, o pintor fez uma boa pesquisa de campo e não teria por que criar o imóvel do nada.

5 - Como surgiram os cartões amarelo e vermelho no futebol?
Cartão amarelo

Eles foram inventados pelo juiz inglês Ken Aston, membro do Comitê de Arbitragem da Fifa, e instituídos em 1970. Antes dos cartões, quando algum jogador realizava alguma penalidade, o juiz precisava advertir de forma interpretativa e verbal. Isso geralmente causava confusões. Na Copa do Mundo de 1966, no jogo entre Inglaterra e Argentina, o capitão argentino, Antonio Rattín, começou a gesticular ao término do primeiro tempo exigindo um intérprete, pois o árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, logo no início da partida, já tinha advertido três jogadores de seu time. O árbitro pensou que os gestos do jogador fossem xingamentos e acabou expulsando-o. Rattín não quis sair, alegando não entender o juiz e a punição. Essa atitude gerou uma confusão generalizada, que acabou com o argentino retirado de campo, escoltado por soldados. Depois do incidente, a Fifa percebeu a necessidade de um tipo de regra para evitar esses problemas. Aston copiou o conceito de cores dos semáforos de trânsito e sua esposa Hulda teve a ideia de usar cartões.

Outras interressantes perguntas sobre história:
-  Como vencer um exército de elefantes de guerra?
- Será que os piratas realmente faziam as pessoas caminharem na prancha?
- Por que alguns soldados da Guerra Civil Americana brilhavam no escuro ?

11 antigos e estranhos aparelhos de beleza

Se você acha que  hoje em dia existem alguns aparelhos de beleza bem estranhos, confira como as nossas avós (ou as bisavós para os mais jovens) se viravam. Alguns dos aparelhos de beleza daquela época eram ideias inovadoras, outros, entretanto, faziam fronteira com a bizarro. Confira!


1 – Calibrador de beleza facial - 1932

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2 – Secador de cabelo cromado - 1928

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3 – Removedor de sardas - 1930

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4 – Ondulador de cabelo - 1930

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5 – Massageador do pescoço – 1933

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6 – Aparelho de beleza eletrotérmico - 1933

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7 – Aparelho para esfregar as costas - 1947

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8 – Aparelho de bronzeamento - 1947

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9 – Vaporizador de “ionizante facial” - 1952

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10 – Secador de cabelo com pedestal - 1932

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11 – Alisamento de cabelo – 1964

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O horror das cirurgias na Era Vitoriana

Imagine-se precisando de uma cirurgia durante a Era Vitoriana. Para a sua sorte você está em Londres, onde  começam a ser experimentadas a primeiras cirurgias com anestesia, mas não fique muito esperançoso, haverá um longo martírio à sua espera. Duvida? Então dê uma olhada nestas gravuras retiradas do livro Crucial Interventions: An Illustrated Treatise on the Principles and Practice of 19th-Century Surgery, escrito pelo historiador Richard Barnett. No livro, Barnett entrelaça artigos de história da medicina com gravuras retiradas de manuais médicos do século 19.  Ainda que de certo modo as gravuras sejam belas, é impossível não ficar horrorizado.

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A gravura acima mostra uma cirurgia para corrigir o estrabismo (alinhamento anormal dos olhos). Os músculos internos do globo ocular eram cortados de modo que o olho iria apontar na direção certa.


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A remoção da mandíbula inferior.


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Compressão das artérias do braço e perna para reduzir a perda de sangue durante a cirurgia.


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A gravura acima retrata uma das primeiras operações britânicas realizadas com anestesia, feita pelo cirurgião escocês  Robert Liston, pioneiro dessa técnica. Ele operava com uma faca entre os dentes e podia amputar uma perna em menos de 3 minutos.

 
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Duas técnicas de cesariana.

 
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Instrumentos cirúrgicos, entre eles serras, facas e tesouras usadas em cirurgias ósseas.


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A anatomia da axila e a ligadura de um vaso sanguíneo perto dela.


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A amputação de vários dedos do pé.


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Pontos de ligadura da artéria no braço.


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Cirurgia de câncer na língua.


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Ligadura de uma artéria na região inguinal, utilizando suturas e um gancho de sutura, com compressão do abdômen para reduzir o fluxo de sangue.

Então, amigo leitor. Vai querer dizer que não se retorceu de agonia, enquanto olhava as gravuras?

6 mitos sobre a Idade Média que ainda acreditamos

A Idade Média durou aproximadamente do século 5 ao século 16 - um total de 1.100 anos. Durante o período logo após a Idade Média (que é muitas vezes referido como  Iluminismo), o milênio anterior foi duramente criticado e condenado - da mesma forma como agora são condenadas as ações de algumas pessoas durante o período vitoriano (o puritanismo sexual, por exemplo). Os escritores do então recém-criado movimento protestante, atacaram duramente a Idade Média por causa da catolicidade que reinava nela. Infelizmente, muitos dos mitos e equívocos que surgiram na época ainda são tidos como verdadeiros até os dias de hoje, como veremos a seguir.


1 - A pena de morte era comum na Idade Média

Diferente do que a maioria da pessoas acredita, a Idade Média deu à luz o sistema de júri e os julgamentos eram de fato justos. A pena de morte era aplicada somente  aos piores casos, como assassinato, traição e incêndio criminoso. Foi só no fim da Idade Média que governantes como Isabel I começaram a aplicar a pena de morte como um meio para livrarem-se de oponentes religiosos e políticos. Decapitações públicas não eram como as vemos nos filmes - elas eram reservadas aos condenados mais ricos e geralmente não eram realizadas em público. O método mais comum de execução era a  forca; a queima na fogueira era extremamente rara, sendo quase sempre realizada após o criminoso ter sido enforcado até a morte.

 

2 -  As Bíblias eram cadeadas para impedir  as pessoas de conhecê-la

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Durante a Idade Média  todos os livros eram escritos à mão. Esta era uma tarefa meticulosa que levava muitos meses - particularmente com um livro tão grande quanto a Bíblia. O trabalho de impressão de livros era exclusivo dos monges que viviam em mosteiros. Como você já deve ter concluído, esses livros eram incrivelmente valiosos. Portanto, cada igreja trancava sua Bíblia às sete chaves para  protegê-la da avidez dos ladrões

Não houve nenhuma conspiração para manter a Bíblia longe das pessoas – bem longe disso: os cadeados significavam que a Igreja queria garantir que as pessoas ouvissem a Bíblia todos os dias. E para mostrar que não era só a Igreja Católica que trancava as Bíblias por motivos de segurança, a mais famosa “Bíblia acorrentada” é a “Grande Bíblia” que Henrique VIII mandou imprimir e ordenou que fosse lida nas igrejas da Inglaterra.

 

3 - Os pobres eram mantidos em um estado de quase inanição

Isto é completamente falso. Os camponeses tinham mingau fresco e pão todos os dias - com cerveja para beber. Além disso, também comiam uma variedade de carnes secas ou curadas, queijos, frutas e legumes. Galinhas, patos, pombos, gansos e outras aves não eram incomuns na mesa dos camponeses. Alguns camponeses também mantinham colmeia de abelhas para fornecer mel. Dada a escolha entre McDonalds e a comida camponesa medieval, eu suspeito que o alimento camponês seria mais nutritivo e saboroso.

Os ricos do tempo tinham uma grande variedade de carnes para escolher - como gado e ovelhas, e provavelmente tinham ao seu dispor um bom número de pratos condimentados - algo que o pobre não podia pagar, devido ao alto preço das especiarias, que eram importadas da Ásia.

A Wikipédia possui um artigo interessante  que descreve a culinária da Idade Média.

 

4 - A Idade Média foi uma época de grande violência

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É claro que existiu violência na Idade Média assim como em qualquer época da história, mas nada igual à nossa moderna civilização. Na Idade Média, a maioria das pessoas vivia suas vidas sem sofrer violência. A Inquisição não foi a violenta sede de sangue como muitos filmes e livros tem afirmado, sendo que a maioria dos historiadores modernos admitem isso sem problemas. Os nossos dias tem visto genocídios, assassinatos em massa e  em série - algo praticamente inexistente antes da “iluminação”. Na verdade, há  apenas dois assassinos em série “dignos de nota” da Idade Média: Isabel Bathory e Gilles de Rais.

Para aqueles que contestam o fato de que a Inquisição resultou em muito poucas mortes, a Wikipédia tem as estatísticas aqui que mostram que houve no máximo 826 execuções registadas durante um período de 160 anos - a partir de 45.000 julgamentos!

 

5 – As mulheres eram oprimidas na Idade Média

Em 1960 e 1970, a ideia de que as mulheres eram oprimidas na Idade Média floresceu. Na verdade, tudo o que precisamos fazer é pensar em algumas mulheres significativas do período para ver que isso não é a verdade absoluta:  Joana d'Arc era uma jovem a quem foi dado o controle total do exército francês. Sua queda foi política e teria ocorrido mesmo que ela fosse homem. Hildegarda de Bingen foi uma polímata da Idade Média, tida em tão alta estima que  reis e papas  buscavam seus conselhos. A música e os escritos dela são apreciados até hoje. Isabel I governava como uma rainha poderosa  e muitas outras nações tiveram  líderes mulheres.

A maior diferença entre o conceito de feminismo na Idade Média e o que temos agora, é que na Idade Média, acreditava-se que as mulheres eram “iguais em dignidade, diferentes em capacidade”, agora o conceito foi modificado para “iguais em dignidade e capacidade”.

 

6 – A Idade Média foi uma época de profunda inatividade intelectual

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Graças em grande parte aos filmes de Hollywood, muitas pessoas acreditam que a Idade Média foi um período cheio de superstição religiosa e de ignorância científica, uma época morta para as artes e as ciências. Mas essa também é uma afirmação que pode ser contestada.

A ciência e a filosofia floresceram durante a Idade Média, graças à introdução de universidades por toda a Europa. A Idade Média produziu alguns dos maiores expoentes da  arte, música e literatura de toda a história. Boécio, Boccaccio, Dante, Petrarca e Maquiavel ainda hoje são reverenciados por suas mentes brilhantes. As catedrais e castelos da Europa ainda estão de pé e são exemplos de algumas das mais belas obras de arte e cantaria já  criadas pelo homem.

5 curiosidades interessantes sobre Napoleão Bonaparte

Considerado por muitos como um dos maiores líderes militares que o mundo já viu, Napoleão Bonaparte (1769-1821) governou a França e grande parte da Europa de 1804 e 1815. Inúmeros livros foram escritos sobre o seu gênio militar, ascensão ao poder, reformas, campanhas militares e até mesmo sobre a sua vida amorosa. Apesar disso, alguns fatos fascinantes da vida deste homem são relativamente pouco conhecidos. Listados abaixo estão 5 curiosidades  que você talvez desconheça sobre Napoleão Bonaparte.

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1 – Napoleão proibiu que os porcos levassem seu nome

No primeiro ano do seu reinado, Napoleão introduziu o código civil francês ou o código de Napoleão, que foi  adotado por praticamente toda a Europa. Além de introduzir leis altamente progressivas, Napoleão também criou uma lei um tanto quanto estranha, segundo a qual, é ilegal “batizar” um porco com o nome dele. Curiosamente, a lei nunca foi abandonada e, portanto, os proprietários de suínos franceses ainda estão arriscados à sanções legais, caso coloquem o nome Napoleão em um de seus animais.

 

2 – Napoleão foi uma das primeiras vítimas dos tabloides ingleses

Enquanto na expedição militar no Egito em 1798, Napoleão foi informado sobre o caso de sua amada esposa Josefina com o tenente hussardo Hipólito Carlos. Não é preciso dizer que ele ficou furioso. Napoleão escreveu a seu irmão José, revelando como seus sentimentos por Josefina mudaram devido à infidelidade dela. A carta, de alguma forma foi parar nas mãos de alguns tabloides britânicos e logo, Napoleão teve sua vida amorosa revelada por toda a Europa.

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Bonaparte diante da Esfinge, (ca. 1868) por Jean-Léon Gérôme


3 – A Napoleão é creditada a frase “ uma imagem vale mais do que mil palavras”

Uma das expressões mais populares do mundo “uma imagem vale mais do que mil palavras” é muitas vezes creditada a Napoleão. No entanto, é importante notar que essas não foram as palavras exatas do general francês. Em vez disso, ele disse: “Un bon croquis vaut mieux qu'un longas discours” que se traduz em “Um bom esboço é melhor do que um longo discurso”. O significado é praticamente o mesmo, mas diferente o suficiente para a suposta autoria de Napoleão da famosa frase ser contestada. De acordo com alguns, ela é um provérbio chinês, enquanto outros atribuem a autoria a Fred R. Barnard.

 

4 – Napoleão foi ridicularizado por seu sotaque corso

Esse fato aconteceu muito antes dele se tornar o homem mais poderoso da Europa; Napoleão foi provocado por seus colegas da Academia Militar Francesa, da qual ele participou de 1779 a 1784. Napoleão nasceu na ilha da Córsega, em uma família de ascendência italiana, portanto, ele tinha um sotaque distinto, diferente dos acentos dos seus colegas da academia. Ao longo dos anos, o sotaque de Napoleão tornou-se menos evidente, mas ele falou francês com um sotaque da Córsega por toda a sua vida.

 

5 – Napoleão escreveu um romance

Napoleão era um homem de muitos talentos. Além de ser um brilhante  líder militar, estadista, legislador e reformador, ele também era escritor - ele escreveu um romance intitulado Clisson et Eugenie. No entanto,  esse romance foi montado a partir de vários rascunhos e publicado apenas em 2008. Napoleão escreveu o romance, inspirado no seu relacionamento fracassado com a futura rainha da Suécia  Desidéria Clary, quando ele tinha apenas 26 anos de idade.

Vestidos de noiva - um século de história em 3 minutos

Nesse vídeo de 3 minutos, a modelo Lolly Howie traça a evolução dos vestidos de noiva ao longo do último século. Embora o vestindo branco nunca tenha saído de moda, os padrões e as formas se transformaram no correr dos anos: das golas altas de 1915 até os estilos elegantes dos dias de hoje.

Vestido de noite

Assista a história se desenrolar abaixo:


Fonte: Mode [ Link Patrocinado ]

Kevin Wheatcroft - o milionário inglês obcecado por Hitler

Todos nós temos lá os nossos próprios interesses incomuns, contudo, às vezes, a paixão por algo se transforma em obsessão pura. Nesse sentido, podemos dizer com segurança que Kevin Wheatcroft é totalmente obcecado com o Terceiro Reich. Wheatcroft, um milionário britânico, tem dedicado sua vida a perseguir um sonho um tanto quanto inquietante: recolher o máximo possível da parafernália nazista.

Kevin Wheatcroft

Por exemplo, o homem possui 88 tanques da Segunda Guerra Mundial, a maioria dos quais pertenceu aos nazistas. Ele compra submarinos e foguetes V-2 e possui a maior variedade do mundo de Kettenkrads, um modelo híbrido de tanque-motocicleta. Wheatcroft também é dono de uma coleção de instrumentos musicais nazistas, de vários uniformes da SS e de armas da Wehrmacht.

Qualquer fã de história concorda que essa coleção é muito legal, mas durante suas viagens ao redor do mundo, Wheatcroft comprou alguns itens que são, digamos, mais do que apenas incomuns. Entre eles estão: um telefone que operava no campo de extermínio de Buchenwald, fotos autografadas de Herman Goering, o gramofone de Eva Braun e o relógio de pêndulo de Josef Mengele.
Kevin Wheatcroft com um de seus tanques. Ele é dono de 88  -  mais do que os exércitos belgas e dinamarqueses combinados. 

Porém, tudo isso não é nada em comparação com a obsessão de Wheatcroft com Hitler. Usando sua fortuna, Wheatcroft comprou até mesmo a porta da cela onde Hitler escreveu Mein Kampf, bem como a Mercedes na qual Hitler entrou nos Sudetos em 1938; o milionário é tão obcecado com o fuhrer, que certa vez chegou a explorar as ruínas do Berghof (a casa de Hitler nos Alpes da Baviera), onde ele recuperou algumas das prateleiras da adega do Führer. E pasmem, o homem possui a maior coleção de bustos de Hitler do planeta.

Wheatcroft transformou a sua casa em um santuário para memorabilia de Hitler. Se você vagar pela mansão do milionário, em Leicestershire, você irá se deparar com algumas das motocicletas de Hitler, com alguns dos ternos usados pelo líder nazista e com um bom número de pinturas do ditador. Agora, o mais estranho  de tudo: quando Wheatcroft deseja tirar um cochilo, ele estica as canelas na cama usada por Hitler.

Contrariando à sua obsessão, Wheatcroft afirma que ele não é um nazista ou um fã de Hitler. Então, qual é a relação dele com o Terceiro Reich? Ele respondeu ao jornal inglês The Guardian:
Eu quero preservar esses objetos. Eu quero mostrar à próxima geração como tudo aconteceu. [. . . ] É o sentido da história que você começa a perceber a partir destes objetos, as conversas tidas em torno deles, a maneira como eles nos dão uma ponte para o passado. É um sentimento muito especial.

A maior comemoração nazista fora da Alemanha aconteceu na... Argentina

Em 10 de abril de 1938, acontecia em Buenos Aires, no Estádio Luna Park, a maior celebração nazista fora da Europa. Nesse dia, cerca de 15 mil nazistas argentinos comemoraram a "Anschluss", ou seja: a anexação da Áustria pelo regime nazista. Dezesseis meses após o evento, começava a Segunda Guerra Mundial, a maior e mais sangrenta guerra na história da humanidade. Veja as fotografias do encontro dos nazistas argentinos.

Era 10 de abril de 1938, quando mais de 15 mil argentinos se reuniram  entre bandeiras nacionais e suásticas nazistas

O tradicional Estádio Luna Park repleto de suásticas e outros símbolos nazistas

A comemoração argentina foi o maior encontro nazista fora da Europa

Nazistas na Argentina

Dentro do estádio se  podia ver o palco decorado com bandeiras alemãs e com a suástica

O representante comercial da embaixada alemã, Erich Otto Meynen, discursou à multidão que respondia com entusiasmo: "Heil Hitler"

Heinrich Harrer - o professor nazista do Dalai Lama

Em abril de 1944, Heinrich Harrer escapou de um campo de prisioneiros britânico na Índia para começar uma peregrinação de 20 meses através do Himalaia. Somente em janeiro de 1946, já depois do fim  da guerra que obrigou as autoridades britânicas a detê-lo, Harrer, um montanhista austríaco e membro do Partido Nazista, entrou em Lhasa, a capital tibetana, como um mendigo faminto.

Harrer passaria sete anos no Tibete, conforme relatado mais tarde por ele em livro; num rio congelado em frente ao Palácio Potala, Harrer construiu uma pista de patinação, o que chamou a atenção do morador do palácio, o Dalai Lama, então com 12 anos. Para o monarca tibetano, Harrer construiu um cinema, cujo projetor era movido por um motor de um Jeep velho. Mais tarde, ele foi professor do Dalai Lama em matemática, geografia, ciências e história.

Harrer também era um fotógrafo ávido; ele tirou mais de 2.000 fotografias, de cujos negativos foi publicada uma seleção em 1991 no álbum Lost Lhasa. O livro é um relato incomparável e único da vida nômade, feudal e monástica dos tibetanos nas décadas de 1940 e 1950.

Mãe e filha oram no cume  do Chagpori, um santuário de peregrinação.

Contudo, o modo de vida dos tibetanos viria a ser dizimado por uma série de invasões chinesas. Ambas as facções da guerra civil chinesa, os comunistas e o Kuomintang, sustentavam a ideia de que o Tibete era parte da China. No final da guerra civil, os vitoriosos comunistas estavam prontos para incorporar o Tibete usando a força militar.

Dois meses após a tomada comunista da China, Mao Zedong ordenou a seu exército que marchasse para o Tibete. A feudal teocracia tibetana não estava preparada para a guerra e os meses de negociações frenéticas não conseguiram mudar os resultados. Em 23 de maio de 1951, os representantes tibetanos foram forçados a assinar um acordo no qual, em troca de um auto-governo nominal, o Tibete concordava em ser parte da China. Em 1959, o Dalai Lama fugiu do Tibete, porque os chineses não cumpriram o acordo de deixá-lo no governo.

Monges preparam o caminho para o Dalai Lama

Palácio Potala

A pista de patinação idealizada por Harrer

"Andar em facas" levou a amizade do alpinista com o Dalai Lama. Harrer havia encontrado vários pares de patins deixados em Lhasa por diplomatas britânicos e organizou uma pista de patinação em um aflueunte do rio Kyi. O jovem rei ansiava por ver seus súditos em ação, mas a colina Chagpori (fundo) bloqueava  sua visão,  desde o terraço do Potala. Ele enviou uma câmera de cinema ao austríaco, pedindo-lhe para filmar as tentativas de manobras dos funcionários no gelo. Na foto acima, Lobsand Samten, irmão do Dalai Lama, parece caminhar para uma queda. Wangdula, um monge e oficial, desliza ao lado dele. Um membro da missão da Índia em Lhasa oscila à direita.

A mãe e a irmã do Dalai Lama

A mãe e a irmã do Dalai Lama desafiam as convenções tibetanas ao usarem óculos ocidentais. Dekyi Tshering (à direita), era apenas a esposa de um humilde fazendeiro, mas ascendeu a uma posição impressionante no Tibete ao se tornar a "Grande Mãe", quando seu filho se tornou o Dalai Lama em 1940. Ela e sua filha usam chapéus de brocado com franjas de seda. Usar óculos era considerado um tabu, quando se estava  na presença do rei-deus.

O jovem Dalai Lama

Em reverência sublime, o Dalai Lama embala a mais sagrada relíquia de sua fé. Quando este jovem tinha dois anos, sinais misteriosos revelaram ser ele a encarnação do deus patrono do Tibete. Acima, no Mosteiro Dungkhar,  ele recebe um osso revestido de ouro que os tibetanos acreditam ser  de Sidarta Gautama,  o Buda, fundador da religião  na qual o  Lamaísmo se baseia.

Chegada do Dalai Lama em  um mosteiro

Monges e nobres se prepararam para a chegada do Dalai Lama no Mosteiro Dungkhar, em Chumbi. Cada lugar o deus-rei dormisse em sua caminhada, tornava-se imediatamente uma capela consagrada, que nunca mais poderia ser habitada por um "homem mortal".

Heinrich Harrer patina em Lhasa

Harrer e o jovem Dalai Lama

Sem dinheiro ao alcançar Lhasa, Harrer logo encontrou emprego. Ele construiu um cinema para o Dalai Lama e um dique para conter enchentes do rio Kyi. Também desenhou mapas, jardins paisagísticos e monitorou transmissões de rádio. O governo tibetano o recompensou com um cargo remunerado na sua hierarquia.

Heinrich Harrer faleceu em janeiro de 2006.