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10 Mitos sobre o Antigo Egito

O Antigo Egito, com sua ciência, cultura, religião, tem exercido enorme fascínio sobre o homem moderno. Envolta numa aura de mistério, alimentada por constantes descobertas arqueológicas,  a civilização egípcia tem atiçado a curiosidade nos mais variados campos do conhecimento humano e é claro, tem produzido inúmeros mitos. Conheça os 10 principais.



10 – A beleza de Cleópatra


cleopatra
Cleópatra , a última monarca do Antigo Egito, sempre foi uma figura cultural famosa por sua beleza sedutora. Esta ideia foi perpetuada por todo mundo, de Shakespeare ao filme do diretor Joseph L. Mankiewicz. No entanto, moedas romanas mostram Cleópatra com características masculinas: um nariz grande, um queixo protuberante  e lábios finos , o que convenhamos, não é o arquétipo de beleza em nenhuma cultura. Por outro lado, ela não era carente de neurônios; fontes contemporâneas mostram Cleópatra como  carismática e inteligente, ao invés de possuir a beleza física.


9 – Obsessão com a morte


mumia

Ler sobre os antigos egípcios com suas pirâmides, múmias e deuses imponentes, pode levar à conclusão de que eles estavam obcecados com a morte. Na verdade, nada poderia estar mais longe da verdade. O grande trabalho que os egípcios tinham em enterrar os mortos era uma maneira de glorificar a vida. Por exemplo, muitas das ilustrações que adornam o interior dos túmulos são celebrações da agricultura, caça e pesca.  Claramente os egípcios eram obcecados com a vida, não  com a morte.


8 – Contato com alienígenas


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Muitas pessoas acreditam que os egípcios estavam em contato com alienígenas. Elas alegam que as pirâmides são realizações sobre-humanas e que alguns murais retratam realmente extraterrestres. Isto é simplesmente um insulto para o legado dos antigos egípcios. Embora a Grande Pirâmide de Gizé seja matematicamente impressionante, a sua construção não foi além da engenhosidade dos astrônomos, estudiosos e arquitetos da época.


Veja: 10 Criações humanas atribuídas a alienígenas

7 – Totalmente estudado


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Muitos acreditam que tudo sobre o Egito Antigo já foi descoberto e que a egiptologia é um assunto morto e enterrado. Isto é simplesmente incorreto. Descobertas fascinantes ainda estão sendo feitas diariamente sobre o Egito Antigo, lançando nova luz sobre sua civilização. Por exemplo, a "barca solar"  da gravura acima.



6 – Hieróglifos


hieróglifos

As pessoas parecem supor que os antigos egípcios inventaram os hieróglifos. No entanto, hieróglifos primitivos provavelmente eram trazidos para o Egito por invasores da Ásia Ocidental. Outro mito, alimentado pelas imagens de cobras e pernas sem corpo, é que os hieróglifos eram uma linguagem de maldições e encantamentos mágicos. Na realidade, a maior parte dos hieróglifos foram usados ​​para inscrições inócuas ou representações históricas. Maldições são raramente encontradas em túmulos.


5 – Pirâmides decoradas


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Hieróglifos cobrem o interior de muitos túmulos egípcios antigos e palácios. Mas ao contrário do mito, as pirâmides são relativamente sem decoração. De fato, até recentemente, pensava-se que a pirâmide de Gizé não tinham decoração alguma por dentro. Esta suposição foi quebrada quando  hieróglifos foram encontrados atrás de uma porta secreta na Grande Pirâmide, há alguns meses. Além disso, as pirâmides não eram todas da cor da pedra  calcária de 4000 anos atrás; algumas seções, como pilares interiores, eram pintadas de vermelho ou branco. Esta pintura básica e a escrita escondida, ainda deixam as pirâmides extremamente austeras, é sua arquitetura que eleva as pirâmides como os edifícios de pedra mais antigos e  populares do mundo.



4 – Faraós matavam seus servos


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Quando os faraós morriam, seus servos não eram mortos e enterrados com eles como popularmente se acredita, mas há algumas exceções. Dois faraós da Primeira Dinastia do Egito são conhecidos por terem tido seus servos sepultados com eles. A tendência humana de generalizar, levou ao mito de que esta era uma prática comum entre todos os outros 300  faraós que reinaram no Egito Antigo.



3 – Escravos construíram as pirâmides


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A ideia de que  escravos construíram as pirâmides no Egito, tem circulado desde  que historiador grego Heródoto espalhou o boato no século 5 A.C. Ele foi desmentido quando túmulos contendo os restos mortais dos construtores das pirâmides foram encontrados ao lado das pirâmides de Gizé. Ser enterrado ao lado dos divinos faraós  seria a maior honra, nunca concedida a escravos. Além disso, um grande número de ossos de gado escavados em Gizé, mostram que a carne bovina, uma iguaria no Egito Antigo, era um alimento básico dos construtores. Os construtores das pirâmides eram, evidentemente, altamente qualificados artesãos egípcios, e não escravos como Hollywood ou talvez a Bíblia fazem as pessoas pensarem.



2 – A escravidão dos israelitas


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Este surge na sequência do último mito e é obviamente uma questão delicada. Infelizmente para aqueles que seguem a Bíblia como um relato literal da história, não há nenhuma evidência para sugerir que os israelitas foram escravizados no Egito Antigo. Sabemos muito sobre os antigos egípcios de seus registros completos, mas eles nunca mencionam manter uma raça de escravos, eles nunca mencionam as dez pragas e não há nenhuma informação arqueológica que mostra milhões de hebreus habitando o Egito ou o deserto. Além disso, a fuga de milhões de escravos teria destruído a economia egípcia, mas ela foi próspera durante todo o segundo milênio A.C, quando o êxodo supostamente aconteceu.



1 – A maldição dos faraós


farao
A maldição que atingiu aqueles que abriram o túmulo do faraó Tutancâmon é tida como um fato comprovado, mas é pura ficção. O mito é que uma maldição lançada por Tutancâmon matou o  patrocinador Lorde Carnarvon e outros membros da expedição. Embora alguns creiam em  teorias de fungos perigosos e gases acumulados no interior da tumba, a morte não precisa de uma explicação especial. Apenas 8 dos 58 presentes na descoberta da tumba morreram dentro de uma dúzia de anos. O líder da expedição de Carter, o alvo mais óbvio para uma maldição, viveu por mais 16 anos.  A maldição é um excelente exemplo do impulso das pessoas a acreditar em uma história emocionante em vez de nos fatos.



Adaptado de: Listverse

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