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Os 10 melhores goleiros estrangeiros que jogaram no Brasil

O nosso futebol importa goleiros desde o momento em que os primeiros chutes foram dados por aqui. Para ser ter uma ideia, o inglês Anderson Willians Watterman, ídolo das Laranjeiras,  foi quem defendeu o gol do Fluminense na conquista do primeiro  tetra-campeonato carioca, proeza essa, ocorrida entre os longínquos anos de 1906 e 1909.
De lá pra cá, centenas de goleiros estrangeiros jogaram no Brasil. Na lista que segue, estão os 10 melhores; na minha opinião, é claro.

goleiro_estrangeiro



10 – Sinforiano García


Considerado um dos maiores goleiros da história do Flamengo, Sinforiano García era um goleiro grandalhão, pouco ágil, mas de excelente colocação e reflexos apurados. Saía do gol com perfeição e com suas defesas seguras e muitas vezes arrojadas, Garcia logo caiu nas graças da torcida. Ele defendeu os arcos rubro-negros de 1949 a 1958, em 276 jogos. Sua maior conquista pelo Flamengo foi o tricampeonato de 1953, 1954 e 1955.




9 – Ortiz


ortiz

Apesar de ser um excelente goleiro, Ortiz ficou conhecido pelo jeito extravagante: roupas coloridas e os longos cabelos presos por uma fita, eram a marca registrada do uruguaio. Teve grandes atuações pelo Atlético Mineiro, chegando a se tornar o cobrador oficial de pênaltis do time. Ortiz foi o primeiro goleiro a marcar um gol no Mineirão.
A final do Campeonato Mineiro de 1977 foi o ponto derradeiro de Ortiz no Galo. Em 2 jogos o goleiro levou 6 gols, sendo acusado de entregar o jogo. A partir desse fato, nunca mais vestiu a camisa do Galo.



8 – Fernandez


No Brasil, Roberto "Gato" Fernández Bonillo, ou somente Gato Fernandez, defendeu vários times, entre eles Flamengo, Internacional e Palmeiras. No time gaúcho foi campeão da Copa do Brasil de 1992. Já no Palmeiras, disputou a Copa Libertadores da América em 1994.
O jogador se destacou pela postura e carisma em campo, bem como pela agilidade excepcional. Defendendo as cores paraguaias, disputou a Copa do Mundo do México, em 1986. O grande título de Gato Fernandez foi a Copa América de 1979, sendo um dos jogadores mais importantes do torneio, ao lado de Romerito e Cabañas.



FERNANDEZ DEFENDE O PÊNALTI DE HUGO SANCHEZ, EM 1986




7 – Benítez


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O paraguaio Benítez chegou ao Beira Rio em 1977, com uma difícil missão: substituir o lendário Manga, não se deu bem e foi emprestado ao Palmeiras, aonde teve boas atuações. De volta ao Internacional, firmou-se no gol colorado, sendo campeão brasileiro invicto em 1979. Em 1983, num amistoso contra o Alegrete, chocou-se contra as pernas de um adversário e teve uma grave lesão na medula, encerrando  a carreira.




6 – Cejas


cejas
Substituto do  ídolo Gilmar, Cejas chegou ao Santos Futebol Clube em 1970. O  arqueiro defendeu a camisa alvinegra em 253 partidas, até 1975. Depois do Santos, Cejas defendeu o Grêmio em 1976. Nos tempos em que o goleiro brasileiro valia-se basicamente da elasticidade e reflexo para defesas notáveis, Cejas acrescentava coragem para ir ao encontro da bola até o limite da grade área. Assim, era nome certo em convocações do selecionado argentino.




5 – Andrada


andrada

Andrada será sempre lembrado por ter tomado o milésimo gol de Pelé, o que é uma injustiça, pois se estará ignorando a notável passagem do  goleiro argentino pelo Vasco. Várias vezes Andrada salvou vitórias e empates, com defesas inacreditáveis que evidenciavam a sua elasticidade, colocação e reflexos. Também era perfeito na reposição de bola. Teve participação destacada nas conquistas dos campeonatos carioca de 1970 e brasileiro de 1974.



4 – Fillol


Fillol

Goleiro com muito reflexo e boa reposição de bola, começou a carreira pelo pequeno Quilmes, em 1969. Após 3 anos já se destacava defendendo a meta do Racing, um dos grandes times daquela época. No time de Alvellaneda, se destacou defendendo 6 pênaltis em uma única temporada, recorde argentino. Disputou 3 mundiais, mas foi na Copa do Mundo de 1978 o ápice de sua carreira, onde a Argentina ganhou o mundial, em casa, e ainda foi eleito o melhor goleiro do mundo. Foi sacado das eliminatórias da Copa do Mundo de 1986, no México, pelo técnico Carlos Bilardo, que por muitos foi tido como mal agradecido por tudo o que o goleiro representou para aquela seleção.
No Brasil, Fillol defendeu o Flamengo de 1983 até 1985, conquistando uma Taça Guanabara em 1984.



3 - Mazurkiewicz


ladislao_mazurkiewicz

Ladislao Mazurkiewicz, quando chegou ao México, em 1970, para disputar a Copa do Mundo pela Seleção do Uruguai, era considerado o melhor goleiro do mundo.
Ainda considerado um dos melhores do planeta, assinou contrato com o Atlético em 1972 e por lá ficou até 1974. Dois anos de pura competência a serviço do Galo.
Jogava todo de preto e era incomparável nas saídas do gol. Crescia como um ogro gigantesco para cima do atacante, não lhe dando tempo de raciocinar. Possuía reflexos tão rápidos que muitos diziam que tinha a agilidade de um gato. O uruguaio era fantástico naquelas bolas confusas dentro da pequena área, em que um pé solto qualquer podia meter a bola nas redes.  Mazurkiewicz não era dado a firulas, nem a saltos mirabolantes. Tinha um estilo parecido com o de Taffarel, simples e seguro.



PELÉ VERSUS MARZURKIEWICZ



2 – Rodolfo Rodriguez


Rodolfo Rodriguez é um dos últimos goleiros que fez o nome da seleção uruguaia brilhar em competições internacionais. Quando chegou ao Santos, comprado por US$ 120 mil, dinheiro emprestado pelo próprio Rei Pelé, na época, um preço alto para um goleiro, Rodolfo Rodriguez já era velho conhecido dos brasileiros. Um ano antes ele havia fechado o gol contra a Seleção Brasileira, no Mundialito. Rodolfo chegou ao Santos no auge de sua experiência profissional, com quatro títulos em seu currículo. Logo nos primeiros jogos na Vila, já havia virado ídolo. O fato é que no gol em que ficava Rodolfo Rodriguez a bola raramente entrava.
Em um jogo contra o América-SP, protagonizou um dos maiores lances de um goleiro no futebol brasileiro. Ele defendeu nada mais do que cinco bolas chutadas da pequena e da grande área na mesma jogada, tirando o fôlego da torcida presente à Vila Belmiro. Nesse lance, Rodolfo chegou a fraturar o dedo, mas continuou a jogar.

A MAIOR DEFESA DE RODOLFO RODRIGUEZ


Já em final de carreira, quando atuava no Bahia, o goleiro uruguaio também participou de um lance inusitado. Após defender um chute, ficou de joelhos reclamando com a defesa, sem pensar, colocou a bola no chão. O atacante Ronaldo, na época no Cruzeiro, roubou a bola e fez o gol. Rodolfo ficou indignado, mas o gol foi legal.

RODOLFO VERSUS RONALDO



1 – José Poy


Poy foi um dos maiores goleiros que já passaram pelo São Paulo, durante 13 anos foi titular do gol tricolor. Por ser tão seguro, foi convidado para vestir a camisa da Seleção Brasileira na Copa de 1954, mesmo sendo argentino. Na época a imprensa chegou a pressionar os dirigentes que chegaram a conversar com ele sobre a sua naturalização, mais a ideia não acabou dando certo.
O goleiro chegou ao São Paulo em 1948, vindo a ser firmar no time titular no de 1950. Poy disputou 565 jogos pelo clube, sendo o terceiro atleta que mais atuou pelo São Paulo. No período que vestiu a camisa do clube, conquistou quatro vezes o campeonato paulista em 1948, 1949, 1953 e 1957.
Suas principais características como goleiro eram: a regularidade, a eficiência, a técnica e a garra.


poy-gino

Fora dos gramados, o goleiro também teve importância imensurável para o São Paulo. O jogador ajudou a construir o Morumbi, saindo de porta em porta para vender títulos de cadeira cativa - a principal fonte de renda para a obra até 1968. Sozinho, Poy vendeu mais de oito mil cativas, e foi constantemente usado como garoto propaganda pelo clube.
Após pendurar as chuteiras, Poy assumiu o comando da equipe por diversas vezes entre 1963 e 1983.

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