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O homem que mandou Hitler se F…

Sou fascinado por  personagens históricos, especialmente militares e exploradores. Apesar de muitos desses personagens carregarem o epíteto de heróis, poucos realmente merecem tal distinção. Uma dessas  raras exceções é Paul Emil von Lettow-Vorbeck, comandante de um pequeno exército alemão - em grande parte composta de soldados negros - que lutou contra o Império britânico na África Oriental durante a Primeira Guerra Mundial.

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Um mestre da guerra de guerrilha, o general von Lettow-Vorbeck viveu por  um código de  guerreiro de cavalaria incorporando honra, respeito pelos inimigos e tratamento humanitário dos seus homens, bem como civis. Durante uma guerra mundial em que o Exército dos EUA ativamente discriminava soldados negros, Von Lettow-Vorbeck tratava seus africanos askaris da mesma maneira que os soldados alemães brancos sob seu comando. Sua fluência na língua suaíli granjeou o respeito e a  admiração de seus soldados africanos; nomeou oficiais negros e costumava afirmar: "Aqui, somos todos africanos".


Bundesarchiv_Bild_105-DOA3056,_Deutsch-Ostafrika,_Askarikompanie

Paul von Lettow-Vorbeck nunca comandou mais de 14 mil homens, mas em quatro anos, fez gato-sapato de 300 mil soldados e 130 generais, infligindo mais de 60 mil baixas . Nunca foi vencido, e só se rendeu depois de receber a notícia sobre o Armistício, em Novembro de 1918.  Retornando à Alemanha como um herói nacional, Von Lettow-Vorbeck tornou-se ativo na política e tentou estabelecer uma oposição conservadora contra os nazistas.

Quando Hitler lhe ofereceu uma embaixada  em 1935, tentando comprar a sua lealdade, ele mandou Hitler se fuder. Apesar de repetidamente assediado pelos nazistas, ele sobreviveu ao regime, devido à sua popularidade como um verdadeiro herói do velho império alemão.

Depois da II Guerra Mundial, onde perdeu seus dois filhos em combate, Von Lettow sofreu, como todos os alemães, a penúria do seu país. Quando Jan Smuts, um antigo adversário, soube da situação difícil do velho general alemão, instituiu com outros oficias britânicos e sul-africanos um fundo através do qual lhe foi paga uma pequena pensão até à sua morte, em 1964, aos 94 anos de idade.

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