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10 alterações do passado que mudariam drasticamente a história do mundo

História contrafactual é um gênero literário que se concentra em como a história poderia ser diferente, caso um ou mais eventos importantes do passado tivessem seguido por outros caminhos. Os autores apresentam inúmeras histórias alternativas de acontecimentos famosos como as Guerras Napoleônicas, a Guerra Civil Americana e as Guerras Mundiais. Para exemplificar: muitos autores tem especulado: "E se Alexandre, o Grande, ou Júlio César tivessem vivido mais tempo?" Ou "E se Napoleão ou as Potências do Eixo tivessem vencido suas respectivas guerras?" Nessa postagem estão 10 desses cenários alternativos.


1 – E se os romanos tivessem vencido a Batalha da Floresta de Teutoburgo?

Efeito: Ninguém  falaria inglês.

Em What If (1999), editado por Robert Cowley, historiadores ponderaram sobre o que aconteceria se alguns eventos históricos tivessem  sido diferentes. Muitos deles abordaram perguntas populares: E se os americanos tivessem perdido a Guerra Revolucionária? E se a invasão do Dia D tivesse falhado em 1944? Mas, um ensaio escrito pelo falecido Lewis H. Lapham, então editor da revista Harper, trouxe à tona um confronto pouco conhecido, uma batalha que ocorreu no ano 9 depois de Cristo entre as legiões romanas e as tribos germânicas na Floresta de Teutoburgo. As tribos emboscaram e destruíram três legiões romanas nesta campanha; os romanos nunca mais tentaram conquistar a Germânia além do Reno.

Lapham sugeriu que, se os romanos tivessem vencido, a história do mundo teria sido muito diferente, com um "império romano preservado da ruína, o não surgimento do idioma Inglês, nem a necessidade nem a ocasião para uma Reforma Protestante ...  "

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2 – E se o cristianismo não tivesse chegado ao Ocidente?

Efeito: O Iluminismo teria começado mais cedo e durado centenas de anos.

O filósofo francês Charles Renouvier, no livro Uchronie (1876), sugeriu uma história em que o cristianismo não chegou ao Ocidente através do Império Romano, devido a uma pequena alteração de eventos após o reinado de Marco Aurélio. Nesta história, enquanto que a palavra de Cristo ainda se espalhava por todo o Oriente, a Europa gozava de uma milênio extra de cultura clássica. Quando o cristianismo finalmente alcança o Ocidente, é absorvido sem causar danos à sociedade multi-religiosa existente nesta Europa alternativa. Naturalmente, este ponto de vista da história foi influenciado pela própria visão de mundo de Renouvier, que, embora não fosse ateu,  não era fã da religião organizada.


3 – E se Charles Lindbergh fosse eleito presidente americano em 1940?

Efeito: Os Estados Unidos teriam se aliado com os nazistas.

O romance de Philip Roth, The Plot Against America (2002), dá-nos uma história alternativa em que Charles Lindbergh, piloto e herói americano, torna-se o candidato presidencial republicano em 1940, derrotando Franklin Roosevelt. O Presidente Lindbergh, um supremacista branco e anti-semita, declara lei marcial, joga seus oponentes na prisão e se alia com a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Nesse mundo, Lindbergh é lembrado como um vilão nacional – reputação que ele realmente merece,  na opinião de Roth.

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4 – E se Hitler tivesse sido bem sucedido na invasão da Rússia?

Efeito: O Fuhrer seria reverenciado pela história como um grande líder.

Na novela Fatherland, de Robert Harris, a Alemanha nazista invade com sucesso a Rússia em 1942. No entanto, ao descobrirem que a Inglaterra havia quebrado o código Enigma, os nazistas optam pelo mais seguro e fazem a paz com o Ocidente. Através da magia da propaganda, Hitler é reverenciado 20 anos mais tarde como um líder amado. É uma história alternativa, é claro, mas Harris traçou um paralelo com a história verdadeira: esta foi a Rússia de Stalin com os nomes alterados.


5 -  E se o Sul tivesse vencido a Guerra Civil Americana?

Efeito: Os Estados Unidos se tornariam novamente uma nação unificada… em 1960.

Em um artigo de 1960 publicado na revista Look, o autor MacKinlay Kantor imaginou uma história em que as forças confederadas venceram a Guerra Civil em 1863, forçando o desprezado presidente Lincoln a exilar-se. Neste passado imaginário, as forças sulistas anexaram Washington, renomeando-a como Distrito de Dixie. Os Estados Unidos (ou o que sobrou dele) muda sua capital para Columbus, Ohio - agora chamado de Columbia - mas já não pode se dar ao luxo de comprar o Alaska dos russos. O estado do Texas, descontente com o novo arranjo, declara sua independência em 1878. Sob pressão internacional, os estados do Sul vão abolir gradualmente a escravidão. Depois de lutar juntos em duas guerras mundiais, as três nações são reunificadas em 1960 - um século após a secessão da Carolina do Sul ter levado à Guerra Civil.


6 – E se a Reforma Protestante nunca tivesse acontecido?

Efeito: O Cristianismo continuaria a governar o mundo; a ciência, nem tanto.

O renomado escritor Kingsley Amis entrou no território da história alternativa em 1976, com o premiado romance The Alteration. Nessa história imaginária, o irmão mais velho de Henrique VIII, Arthur, tem um filho pouco antes de morrer. Quando Henrique tenta usurpar o trono de seu sobrinho, o Papa intervém e Henrique é derrotado em uma guerra contra o Vaticano. Sendo assim, a Igreja Anglicana nunca é fundada, a Armada Espanhola não é derrotada, Elizabeth I não existiu  e Martinho Lutero se reconcilia com a Igreja Católica, tornando-se Papa. Naturalmente, isso transforma a Europa em um lugar muito diferente. Em 1976, o continente é governado pelo Vaticano, em meio à uma guerra sangrenta e interminável entre cristãos e muçulmanos. Neste mundo, a  tecnologia regrediu, a eletricidade é proibida e os cientistas são malvistos e desprezados.


7 – E se a Crise do Mísseis de Cuba tivesse se transformado em uma guerra de grande escala?

Efeito: O fim da proliferação nuclear… exceto nos Estados Unidos.

Em 1999, Brendan DuBois,  no romance  Resurrection Day, prevê um mundo em que os militares americanos sabotam as tentativas do presidente Kennedy para negociar a paz durante a Crise dos Mísseis Cubanos. Os Estados Unidos invadem Cuba, fazendo com que a crise se transforme em uma guerra nuclear. A União Soviética é destruída, a República Popular da China cai, uma nuvem radioativa paira sobre a Ásia matando milhões de pessoas. Enquanto isso, os Estados Unidos perdem Nova York, Washington, Los Angeles, Miami e outras cidades importantes. Depois do apocalipse nuclear, todas as nações sobreviventes renunciam à sua posse de armas nucleares - com exceção dos americanos, agora vivendo sob  lei marcial (como os militares haviam planejado o tempo todo).

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8 – E se Marilyn Monroe tivesse sobrevivido?

Efeito: Ela ganharia um Oscar ou sofreria lavagem cerebral.

A morte de Marilyn Monroe, em 1962, aos 36 anos, tem sido ponderada por alguns escritores. No romance Idlewild (1995), o jornalista Mark Lawson criou um mundo onde Marilyn sobrevive às suas "tentativas de suicídio" e o presidente Kennedy também sobrevive à tentativa de assassinato. Os dois continuam o notório (embora historicamente não comprovado) caso por mais de 30 anos.

O dramaturgo Douglas Mendin, em uma história de 1992, para a Entertainment Weekly, imaginou que se Marilyn sobrevivesse, ela iria dedicar-se a atuação séria, a ponto de ganhar um Oscar em 1965, sem maquiagem e com o cabelo castanho. Ela, então, gravaria uma canção com Frank Sinatra, faria alguns filmes ruins e desistiria de atuar em 1980 para cuidar de seus filhos gêmeos viciados em drogas.

Em seguida, veio o  tabloide americano The Sun. Em uma história de 1990, o jornal "revelou" que Marilyn, na verdade, ainda estava viva. De acordo com o The Sun, depois de ameaçar revelar seu caso com Kennedy, ela foi drogada, sofreu lavagem cerebral e foi levada para a Austrália, onde vive atualmente uma "vida simples como esposa de um criador de ovelhas."


9 – E se James Dean tivesse sobrevivido ao acidente de carro em 1955

Efeito: Robert Kennedy sobrevive à tentativa de assassinato.

No romance The Rebel de 2004, o escritor Jack Dann retrata uma história em que a estrela de cinema James Dean sobrevive ao fatal acidente de carro em 1955. Se Dean tivesse sobrevivido, ele teria inspirado um de seus fãs, Elvis Presley, a deixar o rock para tornar-se um ator sério (o que sempre foi a ambição do Rei ). Dean se tornaria mais tarde o governador democrata da Califórnia, empurrando o seu adversário, Ronald Reagan, para o total esquecimento. Na eleição presidencial de 1968, Dean seria companheiro de chapa de Robert Kennedy, acabando por  salvá-lo da bala do assassino.

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10 – E se o Presidente Kennedy tivesse sobrevivido à tentativa de assassinato?

Efeito: Os republicanos ganhariam todas as eleições nos 30 anos seguintes

O assassinato de Kennedy em 1963 é um evento popular da história alternativa, inspirando romances, peças de teatro e coleções de contos. Em um ensaio no livro What Ifs? of American History (2003), Robert Dallek, um biógrafo de Kennedy, sugere que caso tivesse sobrevivido,  Kennedy teria evitado a Guerra do  Vietnã, e que ele seria bastante popular no final de seu segundo mandato, ao ser sucedido por seu irmão, o Procurador-Geral Robert Kennedy. Resultado: Nada de Caso Watergate.

Outros escritores foram menos gentis, prevendo que JFK provocaria violentas manifestações anti-guerra, acidentalmente começaria a Terceira Guerra Mundial, ou continuaria seu caso com Marilyn Monroe (que também sobrevive à sua morte prematura) por mais 30 anos.

Uma das teorias mais inusitadas foi escrita em 1993, no trigésimo aniversário da morte do presidente Kennedy. Peter Hitchens, jornalista do London Daily Express, escreveu um obituário fictício, no qual Kennedy sobrevive e se torna um dos presidentes mais impopulares da América, antes de finalmente morrer aos 75 anos, chorado por quase ninguém. Sua presidência, no artigo especulado, seria tão desastrosa que os democratas não ocupariam a Casa Branca pelos próximos 30  anos. Até mesmo o vice-presidente de Bush, Dan Quayle, seria eleito, depois de ganhar um debate contra Bill Clinton.

Hitchens não explicou como Nixon evitaria o escândalo de Watergate, ou onde Quayle obteria suas habilidades de debate. Afinal, como tudo nessa lista, essa realidade alternativa também é somente pura especulação.

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