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10 pessoas ligadas à morte de Abraham Lincoln cujos destinos foram macabros

Considerado por muitos como o melhor presidente da história americana, Abraham Lincoln teve uma vida marcada pela tragédia; seu avô homônimo foi morto em um ataque de nativos americanos, sua mãe morreu ao ingerir leite contaminado por tremetol, quando ele tinha apenas nove anos de idade. Ele tinha uma relação difícil com o pai. Seu primeiro interesse amoroso, Ann Rutledge, morreu aos 22 anos, com suspeita de febre tifoide. Seu filho Edward, morreu aos três anos, provavelmente de tuberculose. Outro filho, William, morreu de febre tifoide aos 11 anos.

Todos esses eventos, juntamente com o peso da presidência, sem dúvida contribuíram para a incapacitante "melancolia" de Lincoln, que hoje certamente seria diagnosticada como depressão clínica. Quando a vida desse grande homem foi interrompida, muitos daqueles ligados ao seu assassinato parecem ter herdado sua maldição -  um legado de loucura e de morte.


10 – Mary Todd Lincoln

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Muitos historiadores afirmam que Mary Lincoln sofria de transtorno bipolar ou  possivelmente de transtorno de personalidade narcisista. Para agravar,  um ferimento na cabeça, sofrido em um acidente de carruagem, lhe causava enxaquecas frequentes. Seu descuido com o dinheiro já causava problemas quando o marido estava vivo, mas depois que ficou viúva, os gastos de Mary fugiram de controle. Ela ficou conhecida por comprar quantidades estranhas de alguns itens, como 10 pares de luvas de uma só vez. Mary começou a fazer reivindicações espiritualistas bizarras , e, certa vez,  disse ao filho Robert que alguém havia tentado envenená-la.

Em 1875, Robert internou a mãe em um hospital para doentes mentais. Mary escreveu cartas a amigos e a imprensa, pedindo que pressionassem o filho para soltá-la. Mas, assim que se viu livre, ela tentou comprar uma quantidade suicida de láudano. O farmacêutico, percebendo as intenções de Mary, lhe deu um placebo. Sofrendo de catarata e com lesões da coluna vertebral,  ela passou seus últimos anos com a irmã, Elizabeth. Mary morreu em 1882, aos 63 anos. Ela foi enterrada ao lado do marido.

9 – Tad Lincoln

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Thomas "Tad" Lincoln teve vida difícil desde o início. Ele nasceu com lábio leporino e fenda palatina. O resultado foi um terrível problema de fala; só seu pai e aqueles mais próximos ao menino eram capazes de compreendê-lo. Talvez por causa de sua própria infância difícil, Lincoln foi muito brando para com os filhos. Tad e seu irmão Willie foram descritos por íntimos do presidente como peraltas notórios, dado o alvoroço que causavam na Casa Branca, interrompendo reuniões e virando o escritório do pai de cabeça para baixo.

Em fevereiro de 1862, Tad e Will tiveram febre tifoide. Tad sobreviveu, mas Willie não. Depois disso, os pais o deixaram livre para fazer o quem bem entendesse. Tad era tão selvagem que não frequentava a escola porque os professores eram incapazes de lidar com ele.

Quando Lincoln foi baleado, Tad assistia uma peça para crianças perto do Teatro Grover. O gerente do local, interrompendo o espetáculo, anunciou a tragédia para a multidão. Tad, traumatizado, correu gritando da sala. Mais tarde, ele passou um tempo na Europa e em Chicago com sua mãe. Tad morreu com apenas 18 anos de idade de uma doença misteriosa que tem sido alternadamente descrita como pneumonia, tuberculose, pleurisia ou um ataque cardíaco.

8 – Lewis Powel

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O assassinato de Lincoln era apenas uma parte da trama de Booth, que pretendia eliminar todos os líderes da União. O ex-soldado confederado Lewis Powell foi designado para assassinar o Secretário de Estado, William H. Seward. Ele estava acompanhado de um co-conspirador, David Herold (que era digamos, um pouco mentecapto). Powell conseguiu entrar na casa de Seward alegando que tinha uma entrega de medicamentos para o secretário, que havia sofrido ferimentos graves em um acidente de carruagem. Powell  atacou Seward com uma faca, mas uma tala que o secretário usava, o protegeu de ter a garganta cortada. Outros membros da família se juntaram a briga  e Powell, com vários  ferimentos, fugiu. Ele foi capturado quando tentava voltar para a casa dos Surratts, a sede dos conspiradores. Powell era conhecido por sua maneira cavalheiresca, o carrasco,  ao colocar o laço sobre a cabeça do jovem conspirador, lhe disse:  "Eu espero que você morra rapidamente." Não foi assim. Powell foi o último a morrer, batendo-se por mais de cinco minutos antes de finalmente falecer. Seu comparsa, Herold, também foi enforcado.

7 - George Atzerodt

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O conspirador George Atzerodt foi acusado de tentar assassinar o vice-presidente Andrew Johnson. Atzerodt alugou um quarto no hotel onde Johnson se hospedaria, mas acabou perdendo a paciência e embebedou-se no bar do estabelecimento. No dia seguinte, o barman relatou o comportamento suspeito de Atzerodt, que incluía insistentes perguntas sobre o paradeiro de Johnson. O quarto do conspirador foi revistado e foram encontradas evidências ligando-o a John Wilkes Booth, juntamente com um revólver carregado e uma faca. Atzerodt foi considerado culpado. Na forca, seu corpo estremeceu no final da corda por alguns minutos antes de morrer.

6 – Mary Surrat


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O papel de Mary Surratt na conspiração para assassinar o presidente Lincoln tem sido muito debatido. Ela era dona da  pensão onde os conspiradores se encontravam e também era  mãe de John Surratt, com quem John Wilkes Booth, anteriormente, havia planejado sequestrar Lincoln. Talvez, o único crime dela tenha sido tentar encobrir seu filho durante as investigações. Nos depoimentos dos acusados, George Atzerodt declarou que Mary fazia parte da conspiração, enquanto que Lewis Powell a inocentou. Os pedidos de clemência de Surratt caíram em ouvidos surdos. Ela foi executada ao lado dos homens. Sua morte, segundo os expectadores do enforcamento, pareceu  ocorrer quase que instantaneamente. Suas últimas palavras foram: "Por favor, não me deixe cair." Depois que ela morreu, as pessoas começaram a saquear lembranças de sua pensão, até que a polícia obrigou-as a parar. Hoje, o prédio abriga um restaurante. Mary Surratt foi a primeira mulher executada pelo governo federal dos Estados Unidos.

5 - John Wilkes Booth

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John Wilkes Booth era de  uma família de atores célebres, ele era um líder arrojado, rico, inteligente e muito bonito para os padrões da época. Forte simpatizante da Confederação, Booth tinha planejado originalmente sequestrar Lincoln para trocá-lo por prisioneiros confederados. Mas, quando soube que Robert E. Lee tinha se rendido e que tudo estava perdido, para ele tornou-se óbvio que Lincoln tinha que morrer.

Nós todos sabemos o que aconteceu depois. Seis dias após Lee ter se rendido em Appomattox, Lincoln foi assassinado. Depois de atirar no presidente, Booth fugiu a cavalo para as florestas da Virgínia. Encurralado em um celeiro de tabaco com o cúmplice David Herold, Booth se recusou a entregar-se. Então, apos a rendição de Herold, o celeiro foi incendiado. Thomas "Boston" Corbett, um soldado da União, atirou em Booth que  cambaleava em meio às chamas.

Wilkes não morreu facilmente. Mortalmente ferido, ele foi levado para a varanda da casa de uma fazenda vizinha. A bala atingiu suas vértebras e o  paralisou. Ele definhou em agonia por cerca de três horas. Suas últimas palavras foram: "Inútil, inútil."

4 – Boston Corbett

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O assassino de John Wilkes Booth pode ter sido a pessoa mais perturbada desta lista. Thomas "Boston" Corbett era um soldado da União,  antes de entrar para o exército ele foi chapeleiro, profissão historicamente ligada à loucura devido ao uso do mercúrio. Aos 20 anos, ele tornou-se uma espécie de beato, deixou o cabelo crescer em imitação a Jesus e usou uma tesoura para castrar-se, para que não fosse tentado a desfrutar da companhia de prostitutas.

Corbett fazia parte do 16 º Regimento de Cavalaria de Nova York, regimento designado para capturar John Wilkes Booth. Eles haviam recebido ordens para levar Booth vivo, mas depois de um impasse em um celeiro de tabaco na Virginia, Corbett atirou na cabeça de Booth. Testemunhas contradisseram o relatório de Corbett, no entanto, ele foi amplamente elogiado por sua ação. Depois disso, Corbett voltou a trabalhar como chapeleiro, o que talvez o tenha conduzido à loucura. Após pelo menos dois incidentes, onde  ameaçou pessoas com um revólver, Corbett foi internado no Sanatório Topeka. Ele consegui  escapar e depois de ficar por um tempo na casa de um amigo, é possível  que tenha ido para o México. Corbett foi nunca mais foi visto.

Acredita-se que Corbett tenha construído uma cabana perto de Hinckley, Minnesota, e que tenha morrido em um enorme incêndio florestal em 1 de Setembro de 1894. No entanto, isso é apenas especulação. O destino de Boston Corbett provavelmente nunca será conhecido.

3 – Major Henri Rathbone

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O major Henry Rathbone e Clara Harris foram juntos com  o casal Lincoln   ao Teatro Ford, para assistir a peça Our American Cousin. Rathbone era um jovem soldado, com uma carreira promissora no Exército da União, Clara era sua noiva (e meia-irmã, mas isso é outra história). Quando Booth atirou em Lincoln, Rathbone confrontou-se com o assassino, mas Booth puxou uma adaga e esfaqueou o major no braço. Henry quase morreu por ter perdido muito sangue.

Henry e Clara logo se casaram, mas ao longo dos anos, Rathbone permaneceu assombrado pela tragédia do Teatro Ford, até sucumbir à loucura. Na véspera do Natal, em 1883, durante uma estada na Alemanha, ele atirou em Clara e a esfaqueou repetidamente, mesmo depois da esposa estar morta. Atormentado, Henry tentou o suicídio, apunhalando-se seis vezes. Ele passou o resto da vida em um hospício para criminosos com problemas mentais.

2 – Clara Harris

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Sabemos do terrível destino que aguardava Clara Harris no Natal de 1883, mas ainda há mais a ser contado. Na tragédia do Teatro Ford, Clara ficou coberta com o sangue de Lincoln, que espirrou por todo o rosto e vestido da moça. Ela manteve vigília com Mary Todd Lincoln por horas, mesmo toda suja de sangue e nunca mais lavou o vestido. Clara guardou a roupa ensanguentada em um armário em Albany, na casa da família, alegando que ele evocava  visões do fantasma de Lincoln. Os avistamentos eram considerados como pesadelos de Clara, até que outras pessoas também começaram a ver a aparição. Depois, o Rathbones  emparedaram o armário que guardava a relíquia, sepultando o vestido. Em 1910, o filho de Clara quebrou a parede e queimou o vestido ensanguentado, alegando que a peça macabra havia amaldiçoado a família.

1 – O próprio Lincoln

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Alguns dizem que nem mesmo a morte pode liberar Abraham Lincoln das suas obrigações terrenas. Ele é o espírito mais frequentemente observado na Casa Branca. Um grande número de pessoas muito importantes disseram ter visto o fantasma, entre elas, a primeira-dama Grace Coolidge, Theodore Roosevelt e a rainha Wilhelmina da Holanda. O espectro parece ter sido particularmente ativo durante o período da Segunda Guerra Mundial, na  presidência de Franklin Delano Roosevelt, cuja  esposa, Eleanor Roosevelt, afirmou nunca ter visto Lincoln, mas que sentiu a presença dele muitas vezes. Lincoln, supostamente, também apareceu a vários funcionários da Casa Branca.

Sem dúvida, a mais divertida história de encontro com Lincoln veio de Winston Churchill. Durante uma estadia na Casa Branca, Churchill tomava um banho quente. Ao voltar para seu quarto completamente nu, ele deparou-se com Abraham Lincoln, que estava  inclinado em frente a lareira. Eles fizeram contato com os olhos, e Churchill afirmava ter dito ao visitante do além: "Boa noite, Sr. Presidente. Parece-me evidente que o senhor está em desvantagem." Lincoln sorriu e desapareceu.

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