10 planos alternativos da II Guerra Mundial que teriam mudado a história

Durante a Segunda Guerra Mundial, centenas de planos foram arquitetados pelos dois lados do conflito; para cada um colocado em ação, outro era preterido, deixado de lado ou guardado para o futuro. Esses planos alternativos, se tivessem sido executados, teriam mudado completamente os rumos da guerra, e por consequência, o mundo tal como o conhecemos.


10 – Os dois planos do Japão para a invasão da Austrália


Em 1942, uma série de reuniões teve lugar entre os estrategistas de guerra do Exército e da Marinha do Japão Imperial. As forças japonesas já tinham ocupado uma vasta porção do Pacífico e a Austrália seria o próximo alvo. A Marinha propôs uma invasão limitada do norte da Austrália para evitar que as forças britânicas e norte-americanas usassem a região como base. O exército rejeitou esse plano porque estava convencido de que a operação se transformaria em uma guerra de exaustão. O comando do exército japonês preferia organizar uma invasão em larga escala, mas o tamanho do continente australiano exigiria dez divisões, um número que o Japão não seria capaz de mobilizar, já que a maioria de suas tropas estava estacionada na China. Transportar e fornecer suprimentos para tantos soldados também seria um pesadelo logístico.

Em vez disso, os japoneses optaram por um plano para cercar a Austrália chamado Operação FS. Ao ocuparem o leste da Nova Guiné, as Ilhas Salomão, a Nova Caledônia e as ilhas Fiji,  o Japão bloquearia totalmente a Austrália, forçando-a a se render. Nem a invasão nem o cerco ocorreram, porque a Marinha dos Estados Unidos deteria os japoneses em uma série de batalhas decisivas em todo o Pacífico.

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9 – Uma invasão aliada da Europa um ano antes do Dia D

Dia D
Em 1942, o general Dwight Eisenhower sugeriu um plano para uma invasão precoce da Alemanha. Apelidado de Operação Round-up, o plano consistia em colocar  as forças aliadas de França já em 1943. O objetivo era aliviar a pressão sobre os soviéticos, forçando a Alemanha a lutar a guerra em duas frentes. Entretanto, os estrategistas britânicos acreditavam que o ataque era prematuro, porque as defesas alemãs ainda eram muito poderosas para as forças que os aliados tinham à disposição. O ataque foi adiado em favor da Operação Tocha, dirigida a um alvo mais fraco: o norte da África. A partir daí, os Aliados seguiriam a campanha em direção à Itália. A Operação Round-up foi implementada um ano mais tarde com o nome de Operação Overlord.


8 – O plano de Hitler para invadir a Suíça

Após a retumbante vitória sobre a França, em 1940, Hitler ordenou aos seus generais que rapidamente preparassem um plano para a invasão da Suíça. Nomeada de  Operação Tannenbaum (palavra alemã para "pinheiro"), a campanha seria iniciada por 21 divisões alemãs, porém, mais tarde, o plano foi alterado:  11 divisões alemãs atacariam a Suíça pelo norte e 15 divisões italianas pelo sul. Felizmente, Hitler, que odiava o suíços ao ponto de chamar a nação deles de uma "espinha na cara da Europa," nunca deu o sinal verde para a invasão. Presumi-se que a  atenção do ditador tenha se  voltado para a União Soviética e para a Grã-Bretanha.

Quanto aos suíços, eles estavam decididos e preparados para lutar até a morte. Toda a população havia sido armada e mais de 400 mil homens foram mobilizados para a guerra desde o início da ofensiva alemã à Polônia. O famoso general suíço Henri Guisan adotou a estratégia chamada defesa du reduit. O suíços inicialmente defenderiam suas fronteiras, antes de recuarem para várias fortalezas nos Alpes, de onde lutariam até o último homem. Uma guerra de guerrilha prolongada nas encostas das montanhas geladas da Suíça teria custado as Potências do Eixo um preço muito caro.

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7 – A invasão alemã da Grã-Bretanha


Hitler também planejou invadir a Grã-Bretanha depois de derrotar a França. A Operação Leão Marinho mobilizaria 160.000 soldados alemães a bordo de 2.000 barcaças para atravessar o Canal Inglês. No entanto, os generais alemães tinham medo de enfrentar a Marinha Real e a  RAF na mesma frente de batalha e argumentaram que a superioridade aérea devia ser estabelecida antes de uma invasão. A Luftwaffe tentou destruir a RAF em uma série de batalhas aéreas ao longo de um período de três meses, no que veio a ser conhecido como a Batalha da Grã-Bretanha. Os britânicos resistiram, obrigando os alemães a recuar. A invasão alemã foi adiada por tempo indeterminado. Esse grande revés influenciou Hitler a desviar sua atenção para o leste, em direção à União Soviética.

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6 – O ataque aéreo da Inglaterra e da França sobre a União Soviética

Pouco antes da Segunda Guerra Mundial começar, a Grã-Bretanha e a França já estavam preocupadas com a possibilidade da União Soviética fornecer petróleo à Alemanha. Russos e alemães tinham acabado de assinar um pacto de não-agressão, o que permitiu que Alemanha iniciasse a guerra sem a interferência soviética.

Em resposta, os estrategistas britânicos e franceses desenvolveram um plano chamado de Operação Pike, cujo objetivo era aleijar seriamente a economia soviética, bombardeando instalações-chaves de petróleo. A escassez de petróleo prejudicaria também o esforço de guerra alemão. Eles concluíram que os melhores alvos seriam os campos de petróleo do Azerbaijão, localizados à pouca distância de bombardeiros britânicos e franceses estacionados no Oriente Médio. Em abril de 1940, os bombardeiros chegaram a sobrevoar os campos de petróleo soviéticos, mas nenhuma bomba foi jogada. Em vez disso, ingleses e franceses decidiram usar seu poder aéreo para ameaçar Stalin sobre as consequências de um eventual fornecimento de petróleo para os nazistas.

Após a Alemanha invadir os Países Baixos e a França, em 1940, o plano foi engavetado. Os ingleses temiam  que os soviéticos passassem para o lado dos alemães, caso o ataque ocorresse.


5 – A invasão japonesa da União Soviética

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros japonês Matsuoka, assina o pacto de não-agressão em Moscou. Atrás dele vemos, entre outros, Stalin e, à sua direita, Molotov.


Em 1937, o Japão já havia planejado uma série de operações para tomar territórios soviéticos no Extremo Oriente, particularmente na Sibéria. Durante uma conferência imperial em julho de 1941, os japoneses concordaram que iriam invadir o território soviético somente se a invasão da União Soviética pela Alemanha estivesse tendo sucesso. Assim, os soviéticos teriam sido obrigados a lutar uma guerra em duas frentes: contra os alemães no oeste e  contra os japoneses no leste. O Japão e a União Soviética tinham um pacto de neutralidade, mas a desconfiança era mútua e os dois países mantinham  permanentemente exércitos estacionados ao longo da fronteira.

O exército japonês queria realizar uma Hokushin-ron ou "avanço para o norte", o que implicaria em uma declaração de guerra contra a URSS. Os generais japoneses argumentavam que eles poderiam tomar os territórios do extremo oriente soviético facilmente, uma vez que os russos estavam ocupados demais lutando contra os alemães na Europa. No entanto, uma derrota anterior contra o Exército Vermelho em 1939, desacreditava muito essa afirmação. Além disso, os alemães estavam sendo lentamente derrotados nas estepes congeladas da Rússia. No final, os militares japoneses escolheram a proposta da Marinha, uma Nanshin-ron ou "avanço para o sul", movimento que levou o Japão à guerra contra os Estados Unidos.

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4 – Os planos da Alemanha para invadir Gibraltar

Em 1940, os nazistas, sofrendo com a incapacidade de destruir a Real Força Aérea para abrir caminho à invasão da Grã-Bretanha, traçaram um plano cujo objetivo era tomar a fortaleza britânica de Gibraltar. Capturando Gibraltar, localizado na ponta da Península Ibérica, a Alemanha poderia impedir a Marinha Real Britânica de operar no Mediterrâneo e cortaria completamente as linhas de abastecimento da Grã-Bretanha a partir do Canal de Suez. Os nazistas pretendiam causar a fome entre os britânicos, forçando-os a se render.

Levando o codinome de Operação Félix, a invasão tornava necessário o envio de tropas alemãs ao território da neutra Espanha. Altos funcionários dos dois governos realizaram uma série de debates sobre a proposta nazista. Adolf Hitler até mesmo pediu o apoio pessoalmente ao ditador espanhol Francisco Franco. Franco, em última instância rejeitou os apelos dos nazistas, porque a chegada das tropas alemãs significaria a entrada da Espanha na guerra, ao lado da Alemanha. Franco tinha mais medo dos britânicos do que  do Fuhrer alemão. Hitler  continuaria a considerar a Operação Félix, mesmo depois da invasão alemã à União Soviética em 1941.


3 – O plano japonês para atacar os Estados Unidos com bombas químicas

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Nos últimos dias da guerra, a Unidade 731, o temido departamento de guerra biológica e química do Japão, planejou um ataque químico mortal aos Estados Unidos. Bombardeiros kamikazes carregados com bombas químicas teriam como alvo uma área mal defendida, mas densamente povoada: San Diego, na Califórnia. A missão, chamada de Flores de Cerejeira da  Noite, seria realizada em 22 de setembro de 1945.

A Marinha Japonesa, entretanto, já estava seriamente abalada e tinha que contar com o engenho para realizar a operação. Para levar o bombardeiro próximo ao alvo, os japoneses decidiram usar a sua última criação: o porta-aviões submarino. Um enorme submarino que levava um único avião em seu hangar. O submarino poderia navegar sem ser detectado e chegaria perto o suficiente para lançar o avião. O ataque não tinha nenhum valor militar, mas foi visto como uma última tentativa para dissuadir os americanos de invadir o território japonês. O plano nunca foi realizado, porque os norte-americanos terminaram com a guerra lançando  as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.

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2 – A invasão do Japão pelos Aliados

Em abril de 1945, o Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos nomeou o general Douglas MacArthur para liderar a força de invasão final contra o Japão. Chamada de Operação Downfall, a invasão seria feita com uma colossal força de  2,5 milhões de soldados aliados. O plano em si era dividido em duas partes: Operação Olympic e Operação Coronet. Ambas teriam sido maiores do que o desembarque na Normandia, no D-dia. Tendo em conta que os japoneses estavam preparados para lutar até a morte e que os Aliados estavam dispostos a usar armas químicas, podemos ter um vislumbre do banho de sangue que resultaria desse ataque.

Felizmente, o Japão se rendeu em 15 de agosto, depois que bombas atômicas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Se a Operação Downfall tivesse acontecido, o número de vítimas teria sido horripilante: estima-se que os Aliados teriam sofrido entre 400.000 e 800.000 baixas e que o Japão teria perdido 10 milhões de vidas.


1 – Os planos de Churchill para a Terceira Guerra Mundial

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Stalin e Churchill – Mui amigos!

Após a derrota da Alemanha, a Europa estava dividida entre os Aliados no oeste e os soviéticos no leste. Winston Churchill não confiava que Stalin fosse libertar os países ocupados pelo Exército Vermelho, sendo assim, ele e seus estrategistas militares prepararam a  Operação Impensável, um plano que colocaria as forças aliadas contra as tropas soviéticas na Europa. As hostilidades começariam em 1 de julho de 1945 e envolveriam no rearmamento de 100.000 soldados alemães para que se juntassem aos Aliados. Churchill também queria que os Estados Unidos usassem a bomba atômica, caso os soviéticos se recusassem a se render. Os planos de Churchill nunca saíram do papel porque os norte-americanos estavam muito cansados ​​para outra guerra. Em um telegrama enviado da Casa Branca, Harry Truman, o presidente americano, deixou claro que os Estados Unidos não ajudariam os ingleses na guerra para expulsar os russos da Europa Oriental.
10 planos alternativos da II Guerra Mundial que teriam mudado a história 10 planos alternativos da II Guerra Mundial que teriam mudado a história Reviewed by Bento Santiago on dezembro 07, 2013 Rating: 5
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