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10 gênios do futebol que não ganharam uma Copa do Mundo

Eles figuram na maioria das listas dos melhores jogadores de todos os tempos. São ídolos dos clubes em que jogaram. Ganharam quase todos os títulos possíveis para um jogador. Fizeram fama e fortuna; mas, não conquistaram uma Copa do Mundo. Alguns desses gênios do futebol nem sequer disputaram um mundial, outros estiveram bem próximos do título. Em comum, além da genialidade, eles amargam o desgosto de não terem erguido o troféu da maior competição do futebol.



1 – Matthias Sindelar

Sindelar

Sindelar era tcheco, nascido na Morávia, então parte do Império Austro-Húngaro. Sua família mudou-se para Viena quando ele tinha dois anos de idade. Sindelar é considerado o maior jogador austríaco de todos os tempos; seu desempenho como um centroavante goleador que também voltava para buscar jogo e puxar os marcadores para fora da área, tabelando com os meias, lhe deixou conhecido como um dos mais revolucionários jogadores europeus no início do século passado.

Sindelar ganhou duas Copas Mitropa (torneio precursor da Liga dos Campeões da UEFA), em 1933 e em 1936, tendo também conquistado um campeonato austríaco, o de 1926. Sua elasticidade e leveza renderam-lhe o apelido de Der Papierene, o "Homem de Papel". Na Copa de 1934, a Áustria de Sindelar ficou em quarto lugar, desbancada na semifinal pela anfitriã Itália.

Com a ascensão do nazismo e a anexação da Áustria, Sindelar não pode participar da Copa de 1938, o craque morreria em 1939, sob circunstâncias misteriosas.


2 – Di Stéfano

Di Stéfano


Alfredo di Stéfano Laulhé é para muitos o nome do maior jogador nascido em terras castelhanas, tendo mesmo quem o considere superior a Pelé. Os cronistas o descrevem como um artista da bola, inteligente, habilidoso e veloz, mas acima de tudo, um artilheiro nato, um obcecado pelo gol. Fez  818  em 1115 jogos.

Começou no juvenis do River Plate e aos vinte anos já era titular da chamada “La Máquina”, jogou depois no Milionários de Bogotá e finalmente no Real Madrid, onde viveu seu auge como jogador. Na equipe espanhola, entre dezenas de títulos, foi cinco vezes campeão da Europa.

Defendeu as cores de três países. Por sua terra natal,  jogou pouco: seis partidas em 1947, ainda assim, marcou seis gols e foi campeão sul-americano daquele ano. Pela Colômbia jogou quatro vezes, sem marcar gols. Ambas as seleções não participaram das eliminatórias para as Copas de 1950 e 1954.

Na Fúria espanhola, jogou de 1957 a 1962. Apesar do favoritismo absoluto, a Espanha não conseguiu a classificação para a Copa de 1958, em 1962 chegou lesionado ao Chile, esperando poder jogar na segunda fase, mas a seleção espanhola foi eliminada prematuramente pelo Brasil. Di Stéfano nunca atuou em uma Copa do Mundo.


3 – George Best

George Best
Há um ditado bastante popular na Irlanda do Norte que diz o seguinte: “Maradona good. Pelé better. George Best”. O craque se consagrou no time inglês do Manchester United, sendo considerado um dos maiores ídolos do clube de todos os tempos e o melhor jogador irlandês e britânico da história.

Best está sem dúvida entre os grandes jogadores da história do futebol a jamais ter jogado uma Copa do Mundo. Ironicamente, na primeira tentativa de classificação para uma Copa sem contar com Best, os norte-irlandeses conseguiram vaga para a de 1982. Houve quem defendesse a sua convocação para o mundial da Espanha, Best estava com 36 anos e escondido na liga estadunidense, mas ainda era respeitado na terra natal.  O jogador declarou que ficaria contente em jogar nem que fosse por poucos minutos, apenas para sentir a sensação de disputar uma Copa, mas respeitou a decisão do técnico de não levá-lo ao Mundial.

Sempre envolvido com belas mulheres e monumentais bebedeiras, Best faleceu em 2005. Pelé, que o visitara no hospital, deixou-lhe uma carta em que terminava dizendo: “Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé.”


4 – Puskas

Puskas
Ferenc Puskas nasceu em Budapeste em 1927. Os historiadores do futebol dizem que ele foi um craque espetacular, líder da lendária seleção húngara que encantou o mundo na metade do século passado. Era driblador de extrema habilidade na perna canhota, apelidado de o “Canhota de Ouro”.

Puskas começou sua carreira no Kispest, que foi rebatizado pelo exército húngaro como Honved, onde foi campeão do seu país quatro vezes e artilheiro outras quatro. No Real Madrid foi campeão da Europa em três ocasiões, sendo duas vezes artilheiro do torneio e ganhou cinco títulos da Liga Espanhola.

Na seleção húngara Puskas foi campeão olímpico em 1952 e na Copa de 1954 ficou com o vice-campeonato, quando foram derrotados pela Alemanha, numa das maiores surpresas do futebol mundial. Naturalizado espanhol disputou a Copa de 1962, mas não passou da primeira fase. Puskas faleceu em 2006.


5 – Eusébio

Eusébio
Eusébio da Silva Ferreira, nasceu em Moçambique, na época colônia portuguesa, em 1942. Ficou conhecido no futebol como o “Pantera Negra” e era um goleador espetacular, dono de uma velocidade incrível e um chute fortíssimo.

Foi no Benfica de Lisboa que Eusébio ganhou fama internacional no futebol, levando o clube português ao bicampeonato europeu em 1961-1962 e outras três vezes ao vice-campeonato do torneio. A carreira de Eusébio foi marcada por lesões, tendo sofrido seis operações no joelho esquerdo e uma no direito. Marcou 733 gols em 745 jogos oficiais e foi eleito o terceiro jogador do século, atrás de Pelé e Maradona.

Na seleção portuguesa, conduziu a equipe na histórica campanha de 1966, conseguindo para Portugal o terceiro lugar na competição. Nessa Copa,  Eusébio marcou nove gols, o que lhe garantiu a artilharia do mundial da Inglaterra. Foi a única Copa que o “Pantera Negra” disputou. Eusébio faleceu em janeiro desse ano.


6 – Cruijff
 Cruijff
Johan Cruijff é apontado por muitos especialistas, como um dos poucos  a ombrear com Pelé na arte de futebol. Habilidoso, veloz e inteligente, tinha a capacidade de colocar o seu talento a serviço do conjunto, inaugurando o “futebol total”, ou seja, um esquema de jogo onde todos os jogadores marcavam, defendiam e atacavam. Essa maneira de jogar foi levada à perfeição pela seleção holandesa na Copa da Alemanha em 1974.

No Ajax, Cruijff ganhou o tricampeonato da Copa dos Campeões, sendo duas vezes eleito o melhor jogador europeu. Contratado pelo Barcelona, na negociação mais cara da época, levou o time catalão ao título espanhol, depois de um jejum de 14 anos. No Barcelona foi eleito pela terceira vez, o melhor jogador europeu.

Na Copa de 1974, a Holanda surpreendeu o mundo com a sua maneira de jogar, que ficou conhecida como o “Carrossel Holandês”. Um  a um os adversários da Laranja Mecânica caíam, entre ele: Uruguai ( 2x0), Argentina (4x0) e nas semifinais o Brasil, que sucumbiu por 2x0, numa atuação magistral de Cruijff. Na final daquele mundial a Alemanha, como acontecera em 1954, contrariou as expectativas de todos, vencendo a Holanda e erguendo o caneco.

Cruijff, por ser contrário ao regime militar na Argentina, negou-se a disputar a Copa de 1978. Depois de encerrar a carreira, ele tornou-se um técnico de sucesso.


7 – Platini

Platini
Michel Platini era um brilhante estrategista na armação do jogo, um meio campista clássico, cerebral, que com um toque deixava os atacantes na cara do gol. Também era um grande cobrador de faltas e um artilheiro nato.

Na França jogou no Nancy e no Saint-Étienne, neste último ganhou seu único título francês. Na Juventus da Itália, ganhou a Copa dos Campeões da Europa, o Mundial de Clubes e três títulos italianos. Atuando pela equipe de Turim, ganhou três vezes a Bola de Ouro, como o melhor jogador europeu.

Pela seleção francesa disputou três Copas do Mundo. Em 1978, na Argentina, o time foi eliminado logo na primeira fase; em 1982, a França ficou em quarto lugar, após a dramática semifinal com a Alemanha e em 1986, “os azuis” conseguiram o terceiro lugar, derrotando Itália e Brasil, mas caindo novamente para a Alemanha nas semifinais. Platini foi campeão da Eurocopa de 1984.

Após uma carreira sem muito sucesso como técnico, Platini foi eleito presidente da UEFA em 2007.


8 – Zico

Zico
Arthur Antunes Coimbra, o Zico, é o maior jogador da história do Flamengo e para muitos, o sucessor de Pelé na seleção brasileira. É o maior goleador que o Maracanã já teve com 333 gols em 435 jogos. Zico era dono de um futebol maravilhoso, feito de dribles, lançamentos e arrancadas espetaculares em direção do gol. Foi um dos maiores batedores de falta que o mundo já viu, tanto que na Itália, os jornalistas debatiam sobre como se poderia evitar os gols dele em cobrança de faltas. Zico foi o ídolo de toda uma geração brasileira.

No Flamengo, ganhou quatro campeonatos brasileiros, a Taça Libertadores e o Mundial de Clubes, além de sete estaduais. Jogou também pela Udinese na Itália e pelo Kashima Antlers, do Japão.

Zico disputou três Copas do Mundo. Em 1978, sofreu uma lesão e despediu-se da competição contra a Polônia, na segunda fase de grupos. O Brasil ficaria com o terceiro lugar.

Em 1982, na Espanha, formou ao lado de Sócrates e Falcão, um espetacular meio campo da seleção canarinho, que embora sendo a favorita absoluta, caiu perante a Itália ou melhor perante Paolo Rossi, pesadelo da torcida brasileira, só exorcizado na final de 1994.

Em 1986, no México, disputaria sua última Copa. Em virtude de estar se recuperando de uma séria lesão, ficou na reserva, entrando em cinco partidas. No jogo contra a França, perdeu um pênalti e o Brasil foi eliminado pelos franceses.


9 – Stoichkov

Stoichkov

Hristo Stoichkov é um desses gênios do futebol que as vezes surgem em países com pouca expressão nos gramados. Nascido na Bulgária, Stoichkov foi um craque de extrema habilidade com a perna esquerda. Da canhota do búlgaro partiam lançamentos perfeitos para os atacantes. Conseguiu a proeza de levar a seleção do seu país às semifinais da Copa de 1994. No Barcelona, ao lado de Romário, formou uma das melhores duplas de ataque do futebol mundial.

Seu ápice como jogador foi em 1994, quando recebeu a Bola de Ouro do futebol europeu, então entregue pela revista France Football. Foi também o ano de sua coroação como herói nacional ao conduzir sua seleção à melhor campanha de sua história em Copas do Mundo. Nos Estados Unidos, os búlgaros alcançaram as semifinais, em que perderam para a Itália por 2 a 1. A seguir, foram derrotados por 4 a 0 pela Suécia na decisão do terceiro lugar. Apesar dessa decepção, Stoichkov voltou para casa com a satisfação de ser o artilheiro do torneio com seis gols, empatado com o russo Oleg Salenko.

Dois anos mais tarde, aquela mesma geração de jogadores conseguiu classificar a Bulgária para a Eurocopa, depois de 28 anos de espera. O selecionado foi eliminado já na primeira fase, mas Stoichkov fez um gol em cada um dos três jogos. Foram os anos de ouro do futebol búlgaro.

O atacante parou de defender a seleção de seu país em 1999, depois de 13 anos, 83 partidas e 37 gols. "Nenhum búlgaro chegará tão longe como eu", garantiu Stoichkov com sua peculiar franqueza.


10 – Baggio

Baggio
Roberto Baggio foi um jogador genial. Habilidoso e dono de uma personalidade forte, o craque continua sendo um caso à parte na história do futebol italiano. Jogador extraordinário, ele ficou a um pênalti de levantar a taça mais cobiçada do planeta bola. 

A história de Baggio é a de um atacante naturalmente talentoso que precisou dar provas de uma impressionante coragem para conseguir superar, às custas de muito sacrifício e sofrimento, lesões recorrentes no joelho direito. Compensando o porte físico mediano  com uma técnica individual incomparável, uma rara visão de jogo e um instinto nato para o gol, o elegante camisa 10 passou toda a sua carreira na Velha Bota, da estreia na terceira divisão em 1982 com o Vicenza até pendurar as chuteiras no Brescia, em 2004.

Baggio disputou três Copas do Mundo. Em 1994, nos Estados Unidos, o craque perdeu um pênalti na decisão contra o Brasil e a Itália ficou com o segundo lugar.