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5 fatos curiosos sobre os gladiadores romanos

Amados pelas massas e por vezes desprezados pelas elites, os gladiadores foram os heróis da classe trabalhadora da antiguidade. Por mais de 650 anos, as multidões lotaram as arenas em todo o império romano para assistir a esses guerreiros treinados e armados, se enfrentarem em espetáculos sangrentos, que eram um misto de esporte, teatro e assassinato a sangue frio. Conheça 5 fatos sobre os homens que protagonizavam a mais notória forma de entretimento da Roma Antiga.


Gladiadores em combate

1 – As lutas de gladiadores eram originalmente parte de cerimônias fúnebres.

Os cronistas antigos descreveram os jogos romanos como uma importação dos etruscos, agora, a maioria dos historiadores argumenta que as lutas de gladiadores tiveram sua origem como um ritual de sangue, encenado nos funerais de nobres ricos. Quando aristocratas ilustres morriam, suas famílias organizavam combates  fúnebres entre escravos ou prisioneiros condenados, como uma espécie de elogio macabro para as virtudes que a  pessoa havia demonstrado na vida. De acordo com os escritores Tertuliano e Festo, os romanos acreditavam que o sangue humano ajudava a purificar a alma da pessoa falecida, então, estas competições brutais substituíam os sacrifícios humanos.

Os jogos fúnebres posteriormente aumentaram de âmbito durante o reinado de Júlio César, que encenou lutas entre centenas de gladiadores em honra de seu falecido pai e de sua filha. Os espetáculos tornaram-se imensamente populares, e, antes do final do primeiro século a.C, os funcionários do governo começaram a organizar jogos financiados pelo Estado, como forma de bajular  e controlar as massas.


2 – Os gladiadores nem sempre eram sempre escravos.

Nem todos os gladiadores entravam na arena em escravidão. Embora a maioria dos primeiros combatentes tenha sido mesmo de escravos provenientes dos povos conquistados e de criminosos perigosos,  inscrições mostram que lá pelo primeiro século d.C esses dados começaram a mudar.

Atraídos pela emoção da batalha e o clamor da multidão, dezenas de homens livres começaram voluntariamente a assinar contratos com as escolas de gladiadores, na esperança de ganhar glória e prêmios em dinheiro. Estes gladiadores livres, geralmente eram homens desesperados ou ex-soldados especializados em combate, mas alguns eram patrícios da classe alta, cavaleiros e até senadores ansiosos para demonstrar sua linhagem guerreira.

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3 – Os gladiadores nem sempre lutavam até a morte
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Gladiador
Filmes de Hollywood e séries de televisão costumam  retratar  as lutas de gladiadores como orgias de sangue descontroladas, mas a maioria dos combates eram regidos por normas e regulamentos bastante rígidos. Na maioria das vezes, as lutas eram combates entre dois homens de tamanho e experiência semelhantes. Árbitros supervisionavam a disputa, e, provavelmente, paravam a luta, logo que um dos participantes ficasse gravemente ferido. A luta poderia terminar em um beco sem saída, se a multidão ficasse aborrecida em virtude de um combate muito prolongado, e em casos raros, os dois guerreiros eram autorizados a deixar a arena com honra, caso tivessem dado um espetáculo emocionante para a multidão.

Abrigar, alimentar e treinar os gladiadores era bastante caro,  os seus promotores  não queriam vê-los desnecessariamente mortos. Os treinadores ensinavam seus combatentes para ferir, não a matar os oponentes; os próprios gladiadores tentavam evitar ferir seriamente seus irmãos de armas. No entanto, a vida de um gladiador era geralmente brutal e curta. A maioria  vivia somente até seus 20 e poucos anos; os historiadores estimam que aproximadamente 1 em cada 10 combates deixava um de seus participantes morto.

4 – O  famoso gesto do  "polegar abaixado"  provavelmente não significava a morte.

Se um gladiador fosse seriamente ferido ou jogasse a arma em derrota, seu destino era deixado nas mãos dos espectadores. Em espetáculos realizados no Coliseu, o imperador tinha a palavra final para decidir se o guerreiro derrubado iria viver ou morrer, mas os governantes e organizadores de lutas, costumavam deixar o povo tomar a decisão. Pinturas e filmes quase sempre mostram as multidões fazendo o gesto de "polegares para baixo" quando queriam que um gladiador fosse morto, mas isso pode não ser preciso.

Alguns historiadores acham que o sinal para a morte pode ter sido o polegar para cima, enquanto que um punho fechado com dois dedos estendidos, os polegares para baixo, ou mesmo acenar um lenço, sinalizaria misericórdia. Se a multidão decidisse pela morte do derrotado, o gladiador vitorioso daria um terrível golpe de misericórdia por esfaquear o seu adversário entre os omoplatas ou através do pescoço e no coração.

Gladiador no Coliseu 

5 – Os gladiadores tornaram-se celebridades e símbolos sexuais.

Embora muitas vezes tenham sido descritos como brutos incivilizados por historiadores romanos, os gladiadores ganharam fama enorme entre as classes mais baixas. Seus retratos ornamentavam as paredes de muitos locais públicos; crianças brincavam com bonecos de gladiadores, feitos de barro; e os lutadores mais bem sucedidos tinham o mesmo status ostentado pelos atletas de topo da atualidade.

Eles também ficaram famosos por sua capacidade de fazer as mulheres romanas desmaiar. Pichações de Pompéia descreve um lutador que "pega as moças à noite em sua rede" e outro que é "o deleite de todas as garotas." Muitas mulheres usavam grampos e outras jóias salpicadas com o sangue de gladiadores; até mesmo o suor dos combatentes da arena, considerado um afrodisíaco, era misturado em cremes faciais e em outros cosméticos.

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