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8 surpreendentes fatos sobre Alexandre, o Grande

O rei guerreiro Alexandre III da Macedônia, talvez o maior gênio militar do mundo antigo, conquistou territórios que se estendiam  da Grécia ao Egito, seguindo pelo que é hoje a Turquia, o Irã e o Paquistão. Combinando os sucessos no campo de batalha com uma brilhante estratégia na construção de seu  reino, Alexandre passou o seu reinado de 13 anos trabalhando para unir o Oriente e o Ocidente através da força militar e do intercâmbio cultural. A reputação de Alexandre cresceu tão rapidamente que, no momento de sua morte, aos 32 anos, ele era visto como tendo aspectos divinos. Nem sempre é possível separar realidade e ficção das histórias contadas sobre Alexandre ao longo dos séculos, mas nesta postagem falaremos sobre  oito fatos surpreendentes  envolvendo o grande conquistador.


1 - Alexandre foi ensinado por Aristóteles, mas teve famosos encontros com outros filósofos.

Alexandre e Diógenes
O pai de Alexandre, Filipe II da Macedônia, contratou Aristóteles, um dos maiores filósofos da história, para educar o então príncipe de 13 anos. Pouco se sabe  sobre o período de tempo da tutela de Alexandre, alguns historiadores  o estimam em apenas dois ou três anos e outros em sete ou oito. Segundo a lenda, quando ainda era príncipe da Grécia, Alexandre procurou o famoso asceta Diógenes, o Cínico, que rejeitava as sutilezas sociais e dormia em um grande tonel de barro. Alexandre se aproximou do pensador em uma praça pública e perguntou a Diógenes se havia alguma coisa que o sábio desejasse. "Sim", respondeu Diógenes: "fique de lado; você está bloqueando o meu sol". Alexandre ficou tão impressionado com a resposta do pensador que teria dito: "Se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes."

Anos mais tarde, na Índia, Alexandre interrompeu suas campanhas militares para ter longas discussões com os gimnosofistas, "filósofos nus" das religiões hindu e jainista que evitavam a vaidade humana e as roupas.


2 - Em 15 anos de conquistas Alexandre nunca perdeu uma batalha.

Falange

As táticas e estratégias usadas nos campos de batalha por Alexandre, o Grande,  são estudadas em academias militares até hoje. Desde a sua primeira vitória aos 18 anos, Alexandre ganhou a reputação de liderar seus homens em batalha com uma velocidade impressionante, conseguindo que  forças em  menor número  atingissem e quebrassem as linhas dos inimigos  antes que esses pudessem reagir. Depois de garantir o seu poder na Grécia; em 334 a.C Alexandre cruzou a Ásia (atual Turquia), onde venceu uma série de batalhas contra os persas comandados por  Dario III. A peça central da força de combate de Alexandre era a falange macedônica, cujas unidades combatiam os espadachins persas  com piques de 4 a 5 metros de comprimento chamados de sarissa.


3 – Alexandre fundou mais de 70 cidades e deu a elas seu próprio nome.

Alexandre e seu cavalo Bucéfalo
Alexandre comemorava suas conquistas fundando dezenas de cidades, geralmente construídas em torno de fortes militares anteriores, que invariavelmente eram chamadas de Alexandria. A mais famosa delas, fundada na foz do Nilo em 331 a.C, é hoje a segunda maior cidade do Egito. Outras Alexandrias  seguem os rastro dos avanços de seus exércitos através da atual Turquia, Irã, Afeganistão, Tadjiquistão e Paquistão. Perto do local da Batalha do Rio Hidaspes, a vitória mais cara da campanha de Alexandre na Índia, ele fundou a cidade de Bucéfala, nome em homenagem a seu cavalo favorito, que foi mortalmente ferido na batalha.


4 - Quando Alexandre conheceu sua futura esposa Roxana, foi amor à primeira vista.

Alexandre e Roxana
Após a captura espetacular em 327 a.C da Rocha Sogdiana, uma fortaleza situada nas montanhas  aparentemente impenetrável, Alexandre, então com 28 anos,  examinava os cativos quando Roxana, a filha adolescente de um nobre bactriano, chamou sua atenção. Logo depois, em uma cerimônia tradicional, o rei cortou um pedaço de pão em dois com sua espada e o compartilhou com sua nova noiva. Poucos meses depois da morte de Alexandre, Roxana deu à luz um menino, Alexandre IV, o único filho do casal.


5 -  Alexandre cheirava muito bem.

Alexandre, o Grande
Em “Vidas Paralelas”,  obra  escrita 400 anos depois da morte do conquistador grego, o historiador Plutarco relata que "um odor muito agradável" exalava da pele de Alexandre, e que "o hálito e o corpo dele eram tão perfumados que a fragrância impregnava as roupas usadas por ele”.  Essa preocupação em cheirar bem,  fazia parte de uma tradição iniciada durante a vida de Alexandre de atribuir atributos divinos ao rei conquistador. O próprio Alexandre chamou a si mesmo abertamente de Filho de Zeus durante uma visita ao oásis de  Siuá em 331 a.C.


6 - Após derrotar os persas, Alexandre começou a se vestir como eles.

Alexandre com as vestes persas
Após seis anos de incursões cada vez mais profundas no Império Persa, em 330 a.C Alexandre conquistou Persépolis, que há séculos era o centro da cultura persa. Percebendo que a melhor maneira de manter o controle dos persas era agir como um deles, Alexandre começou a vestir a túnica listrada, o cinto, o diadema e o  vestido dos reis persas, para o desespero dos puristas culturais  na Macedônia. Em 324 a.C Alexandre realizou um casamento coletivo na cidade persa de Susa, onde forçou 92 líderes macedônios a tomar esposas persas, casando-se ele  próprio com duas: Estatira e Parisátis.


7 - A causa da morte de Alexandre continua sendo um dos maiores mistérios do mundo antigo.

Morte de Alexandre
Em 323 a.C, Alexandre, o Grande, adoeceu depois de deixar cair uma taça de vinho em uma festa. Duas semanas depois, o governante de 32 anos estava morto. Tendo em conta que o pai de Alexandre tinha sido assassinado por seu próprio guarda-costas, as suspeitas logo recaíram sobre os mais íntimos de Alexandre, principalmente sobre o seu general Antípatro, e sobre Cassandro ( filho de Antípatro ), que acabaria por ordenar o assassinato da viúva e do filho de Alexandre. Alguns biógrafos antigos chegaram a especular que Aristóteles, que tinha ligações com a família de Antípatro, pudesse estar envolvido na morte do antigo pupilo. Nos tempos modernos, médicos especialistas tem especulado que a malária, infecção pulmonar, insuficiência hepática ou febre tifóide podem ter feito Alexandre sucumbir à morte.

 

8 - O corpo de Alexandre foi preservado em uma cuba de mel.

Corpo de Alexandre
Plutarco relata que o corpo de Alexandre foi tratado inicialmente em Babilônia por embalsamadores egípcios, mas segundo o egiptólogo vitoriano A. Wallis Budge, os restos mortais de Alexandre foram imersos em mel para evitar a putrefação. Um ou dois anos depois da morte de Alexandre, seu corpo foi enviado de volta para a Macedônia apenas para ser interceptado e enviado para o Egito por Ptolomeu I, um de seus antigos generais. Ao controlar o corpo de Alexandre, Ptolomeu pretendia ser visto como o sucessor de seu império.

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