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As histórias reais das pessoas que aparecem em 5 famosas fotografias

Apesar de que uma imagem vale mais do que mil palavras, as fotografias nem sempre contam as histórias dos seus protagonistas. O que é visto no negativo é apenas um breve instante de um quadro muito maior. Há verdades inesperadas por trás de algumas das fotografias mais conhecidas da história, algumas trágicas, outras edificantes, todas incríveis.


1 - Allan Weaver e Maurice Cullinane

Allan Weaver e Maurice Cullinane
Fé e confidência é a fotografia vencedora do prêmio Pulitzer de 1958, tirada por William C. Beall. Ela retrata um menino e um policial interagindo durante o desfile do Ano Novo Chinês, em Washington, DC. A fotografia tornou-se incrivelmente popular, sendo destaque na revista LIFE. A foto foi tirada quando  Allan Weaver, que tinha dois anos na época, tentava se aproximar do dragão chinês colorido e dos fogos de artifício do desfile.

Na época, o pai de Weaver estava aquartelado no Japão. Quando Maurice Cullinane inclinou-se e disse-lhe para não chegar muito perto dos fogos, Weaver perguntou se ele era um fuzileiro naval. Maurice era relativamente novo na força policial, ele tinha seguido a mesma carreira do seu pai, do avô e de dois tios. Em 1974,  ele tornou-se  chefe de polícia, antes de se aposentar no próximo ano. Weaver passou a viver uma vida relativamente normal, ele mudou-se para a Califórnia, onde se tornou assistente pessoal de Orson Welles, antes de se estabelecer em sua ocupação atual como um consultor de iluminação. Os dois tem quadros com a famosa fotografia em suas salas de estar.


2 - Evelyn McHale

Evelyn McHale
Em 1 de Maio de 1947, Evelyn McHale subiu  86 andares até a plataforma de observação do Empire State Building e pulou. Ela caiu em cima de uma limusine das Nações Unidas, com as pernas perfeitamente cruzadas. O estudante de fotografia Robert Wiles caminhava  pelas proximidades e capturou a imagem, poucos minutos depois de Evelyn morrer. Onze dias mais tarde, a fotografia foi publicada na revista Life com o título de O lindo suicídio, ganhando fama instantânea.

Evelyn tinha apenas 23 anos de idade e era uma das caçulas da sua família. Ela se alistou no Women’s Army Corps durante a Segunda Guerra Mundial e, em seguida, mudou-se para Nova York com seu irmão e com a cunhada, onde trabalhou como escriturária. Em 30 de abril, ela pegou um trem para Easton para comemorar o aniversário de seu noivo. Quando ela saiu, ela parecia "feliz e tão normal como qualquer garota prestes a se casar." No entanto, quando Evelyn chegou em Nova York naquela noite, ela escreveu um bilhete de suicídio que dizia: "Meu namorado me pediu em casamento em junho. Eu não acho que  seria uma boa esposa para alguém. Ele estará muito melhor sem mim."

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3 - Larry Wayne Chaffin

A guerra é o inferno
A fotografia acima foi tirada em 18 de junho de 1965 no Vietnã do Sul, durante a Guerra do Vietnã, pelo foi famoso fotógrafo Horst Faas, que tinha viajado por todo o Vietnã a fim de  conseguir imagens da guerra. Ela retrata um soldado do 173º Batalhão da Brigada Aerotransportada, agora reconhecido como sendo Larry Wayne Chaffin, com as palavras "A guerra é o inferno" escrita à mão em seu capacete.

A esposa de Chaffin, Fran, lembra que, quando ela o cumprimentou no aeroporto, depois dele ter sido dispensado do Exército, Larry estava segurando um exemplar  da revista Stars and Stripes, que havia publicado a foto e que o marido comentara que “agora talvez ficasse rico”. Infelizmente, Chaffin nunca teve a chance de enriquecer. Após a guerra, ele lutou com o estresse pós-traumático e nunca se adaptou totalmente à vida civil, morrendo apenas 20 anos mais tarde, aos 39 anos, por complicações da diabetes. Sua família tem fortes suspeitas de que a doença resultou da exposição ao agente laranja durante a guerra.


4 - Zbigniew Religa

Zbigniew Religa
Esta fotografia premiada pela National Geographic, foi feita por James Stanfield em 1987. Ela mostra o cirurgião cardíaco Zbigniew Religa acompanhando os sinais vitais de um paciente, após um transplante de coração bem sucedido, enquanto seu assistente repousa no canto. O transplante havia durado 23 horas, tendo sido  realizado com uma tecnologia incrivelmente ultrapassada. Na época, embora o sistema de saúde gratuito da Polônia tivesse, sem dúvidas, ajudado a milhões de pessoas, os poloneses também sofriam com a falta de investimentos públicos na área da saúde.

Religa viveu a maior parte da vida trabalhando e lecionando em Varsóvia, mas também estudou em Nova York e Detroit. Ele foi um dos cardiologistas mais renomados na Polônia, famoso por ser pioneiro em tecnologia médica. Ele realizou o primeiro transplante de coração bem sucedido no país e, em 1995,  se tornou o primeiro cirurgião a transplantar uma válvula artificial, criada a partir de materiais retirados de cadáveres humanos. Religa depois deixou o campo da medicina para se tornar político, servindo no senado polonês por 12 anos e como ministro da saúde do país por outros dois. Ele faleceu aos 70 anos em 2009.


5 - A Companhia Easy

Iwo Jima

Levantando a bandeira em Iwo Jima é frequentemente citada como a fotografia mais reproduzida na história. Há seis homens na fotografia, quatro na frente: Ira Hayes, Franklin Sousley, John Bradley, e Harlon Block; e dois na parte de trás: Michael Strank e René Gagnon. Esses homens faziam parte de uma divisão chamada de Companhia Easy, que havia acabado de capturar a montanha dos japoneses. Não foi a primeira bandeira a ser levantada no Monte Surabachi, mas a anterior era muito pequena, de modo que os seis soldados foram incubidos de levantar uma maior "para que cada filho da puta nessa ilha fétida possa vê-la."

Três dos homens Strank, Sousley e Block, morreram logo após a bandeira ter sido levantada. Strank, o mais velho, foi a primeiro a cair, morto por fogo amigo. Os três sobreviventes, Gagnon, Hayes e Bradley, lidaram com a publicidade que receberam de sua participação na fotografia de maneiras diferentes. Hayes tornou-se alcoólatra e morreu 10 anos depois do fim da guerra, Bradley evitou a publicidade e comprou uma casa funerária, Gagnon supostamente aproveitou a fama, mas rapidamente desapareceu na obscuridade, morrendo de um ataque cardíaco em 1979, enquanto trabalhava como zelador.

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