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5 casos de pessoas que continuaram vivas depois de serem decapitadas

Perder a cabeça de modo literal, equivale a morrer. Ponto final. Por essa razão, a decapitação foi, e, em alguns lugares ainda é, uma das formas mais populares de se aplicar a pena capital. Apesar da comprovada eficácia desse método, há casos registrados na história de pessoas que continuaram conscientes,  mesmo depois de terem a cabeça separada do corpo. Por alguns segundos, elas tiveram a oportunidade de sentir o que é ser uma cabeça sem um corpo, ou um corpo sem uma cabeça Confira!


1 - Charlotte Corday


A morte de Marat
Sem dúvida alguma, a Revolução Francesa foi um dos períodos  no qual mais se derramou sangue na história. Cabeças  rolavam sem parar. Para tanto, em muito contribuiu a invenção da guilhotina, que tornou a decapitação mais eficiente e mais rápida.

Charlotte Corday, uma jovem nobre, igual a outros milhares, também estava destinada a perder a cabeça no mortal instrumento. Ela era simpatizante dos girondinos, um partido moderado da França revolucionária. No dia 13 de julho de 1793, Charlotte matou Jean-Paul Marat,  um jornalista radical e político de oposição, que pertencia ao partido jacobino.

Charlotte foi julgada e considerada culpada. Quatro dias depois, ela foi levada para o patíbulo para morrer. Resignada com seu destino, Charlotte estava calma, equilibrada, e manteve-se digna até o último segundo de sua vida. Quando a cabeça decepada caiu na cesta, o assistente do carrasco levantou-a e deu-lhe um tapa no rosto  moribundo. Não foi somente a multidão de espectadores que ficou horrorizada por tal ato de desrespeito, foi relatado que a cabeça de Charlotte corou com o insulto e, como Helen Maria Williams relatou, “exibiu uma última expressão de repúdio a essa ofensa à sua dignidade.”


2 - Henri Languille

Uma certa manhã do verão em 1905 foi  a última para o assassino condenado Henri Languille. Seus crimes valeram-lhe um encontro fatal com a lâmina da guilhotina. Mas a ocasião também foi importante para o Dr. Gabriel Beaurieux. Ele estava prestes a realizar um experimento bizarro,  que envolvia o infeliz Languille. Beaurieux participou da execução e registrou suas observações: depois que a cabeça do presidiário foi separada de seu corpo, as pálpebras e os lábios se contraíram de forma irregular por alguns segundos.

Em seguida, os movimentos pararam. Mas espere um minuto! Há mais. Quando a cabeça de Languille finalmente se acalmou,  Beaurieux gritou seu nome e, adivinhem, as pálpebras lentamente levantaram-se. Sem quaisquer movimentos espasmódicos, os olhos do condenado se focaram no rosto do médico, como se Languille fosse uma pessoa viva, normal e saudável,  distraída em seus pensamentos.

Alguns momentos se passaram e as pálpebras se fecharam. Beaurieux chamou Languille novamente e aconteceu a mesma coisa. Porém, a terceira tentativa de extrair alguma reação da cabeça decepada, foi infrutífera. Henri Languille finalmente estava morto.


3 - Antoine Lavoisier

Lavoisier e sua esposa
O químico Antoine Lavoisier foi um dos maiores cientistas franceses. Infelizmente, ele viveu durante os tempos sangrentos da Revolução Francesa e era um nobre rico. Para piorar ainda mais, Lavoisier era investidor em uma empresa privada de cobrança de impostos e confrontou-se com um dos líderes da revolução - Jean-Paul Marat. Tudo isso combinado, levou o famoso cientista para a guilhotina.

Lavoisier foi executado no dia 8 de maio de  1794, no entanto, ele se dedicou à ciência até o seu último suspiro. O químico conseguiu participar de um experimento mesmo durante a sua morte. Ele prometeu que, após a decapitação, continuaria piscando enquanto tivesse consciência e pediu a um amigo para observar sua execução. O amigo atendeu ao pedido. A cabeça de Lavoisier foi decepada pela guilhotina. Depois disso, ele teria continuado a piscar por 15 segundos, antes de sucumbir à morte.


4 - Dietz von Schaumburg

Em 1636, um certo Dietz von Schaumburg e seus quatro lansquenetes foram condenados a morte por terem se rebelado contra o rei Ludwig da Baviera. De acordo com o costume, o rei perguntou ao condenado qual era o seu último desejo. Von Schaumburg veio com um pedido bastante incomum. Ele mandou que seus quatro camaradas  formassem uma linha, com 8 passos de distância entre cada um. Então Dietz pediu para ser decapitado por primeiro e propôs o seguinte: depois de executado, ele passaria correndo  sem a cabeça pelos seus lansquenetes e o rei teria que perdoar aqueles que ele conseguisse deixar para trás. O rei Ludwig concordou com a proposta.

Von Schaumburg colocou sua cabeça sobre o bloco. Imediatamente após ser decapitado, o corpo de Dietz sem a cabeça se levantou e passou correndo por seus  atônitos soldados. Ele só caiu  depois de ter passado pelo último homem na linha. O boquiaberto rei não teve escolha, a não ser perdoar os mercenários condenados.


5 - Ana Bolena

Henrique VIII e Ana Bolena 
Todos nós conhecemos a trágica história da rainha Ana Bolena. De uma mera dama de companhia, ela passou a ser a favorita do infame rei Henrique VIII. Esse rei abandonou sua primeira esposa e rompeu com a Igreja Católica - tudo por seu amor por Ana e  o desejo de fazê-la sua rainha.

Mas logo  que Ana e Henrique se casaram, a  felicidade dos dois rapidamente entrou em colapso. Depois de três anos de casamento, o rei ficou entediado e decepcionado com sua esposa. Julgada por acusações forjadas de incesto, adultério, bruxaria e traição, Ana foi condenada à morte.

A manhã do dia 19 de maio de 1536  foi a última para a infeliz mulher. Um carrasco vindo de Calais, especialmente para a ocasião, esperava por ela. Ana foi decapitada com uma espada, e não com um machado, como era mais comum na Inglaterra.

Ana fez uma curta caminhada para o patíbulo, proferiu suas últimas palavras e preparou-se para a morte. Sua cabeça foi arrancada em um único e rápido golpe. E seguida, o espadachim levantou a cabeça da rainha, então, a multidão assustada, viu que os lábios de Ana ainda se moviam em oração.

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