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Fotos em cores da Alemanha nazista antes da Segunda Guerra Mundial

O Partido Nazista não era apenas uma organização política, era uma máquina de propaganda psicológica. Os nazistas tinham um incrível senso de estética e compreendiam plenamente o poder da iconografia e do branding. Os símbolos e cores do nazismo foram todos cuidadosamente orquestrados para alcançar o máximo efeito psicológico. Não havia nada de acidental na estrutura da suástica ou no uso de cores específicas, como o vermelho, o branco e o preto. As longas e drapeadas bandeiras, os estandartes com as águias romanas e com folhas douradas; tudo era projetado para evocar imagens de força, potência e conexão com a história.

Parada Nazista

Os símbolos nazistas eram sedutores, nítidos, criados para chamar a atenção e inspirar paixões. As braçadeiras nos uniformes pretos eram uma declaração marcante da virilidade e confiança suprema. A adição  da caveira sobre os uniformes da SS, foi um movimento deliberado para instilar o medo e o terror nos corações dos inimigos. Os homens que o vestiam, sentiam-se fortalecidos pelo aspecto ameaçador do uniforme.

Adolf Hitler e Joseph Goebbels

Adolf Hitler e Joseph Goebbels no Teatro Charlottenburg, em Berlim, 1939.

 

Adolf Hitler discursando

Adolf Hitler discursa na Casa de Ópera Kroll , em Berlim, 1939.

O cerimonial nazista tinha o status de  arte. Não havia nada de acidental ou incidental sobre toda a pompa nazista. Tudo foi cuidadosamente encenado e orquestrado. As procissões noturnas iluminadas pelo fogo e pelas fogueiras em que milhares de livros foram queimados foram todas coreografadas para obter o efeito desejado. Os nazistas se deleitavam com contos de heroísmo e glorificavam a guerra. As imagens dos comícios de Nuremberg até hoje ainda nos impressionam, com a absoluta precisão e a escalada dramática do palco montado pelo regime de Hitler nos Campos Zeppelin.

O esquema de cores preto-branco-vermelho é baseado nas cores da bandeira do Império Alemão, e também  eram associadas à República de Weimar, criada após a Primeira Guerra Mundial.  Em Mein Kampf, Adolf Hitler definiu o simbolismo da bandeira da suástica: o vermelho representa a ideia social do movimento nazista, o disco branco representa a ideia de coalizão nacional, e a suástica preta, utilizada em culturas arianas por milênios, representa "a missão de lutar pela vitória do homem ariano, e, por isso mesmo, a vitória do trabalho criativo". Hitler sabia que as cores vermelha, branca e preta combinadas, criam uma sensação psicológica de intimidação e poder.

Tropas SS

Encontro das tropas SS em Feldherrenhalle, Munique, 1938

 

Parada nazista

Parada nazista, 1937


Congresso nazista

Congresso do Partido Nazista em Nuremberg, Alemanha, 1937


Adolf Hitler

Adolf Hitler saúda as tropas da Legião Condor, que lutaram ao lado de nacionalistas espanhóis na Guerra Civil Espanhola, durante um comício após o  regresso dos soldados à Alemanha, 1939.


Adolf Hitler em Lustgarten

Adolf Hitler discursa no Lustgarten, Berlim, 1938.


Berlim nazista

Berlim iluminada à meia-noite em homenagem ao aniversário  de 50 anos de Hitler, abril 1939


Saudação nazista

A multidão aplaude o discurso de Adolf Hitler para unir a Áustria e a Alemanha, 1938.


Liga das Moças Alemãs

Liga das Moças Alemãs, durante o Congresso do Partido Nazista em  Nuremberg, 1938.


Oficiais nazistas

Oficiais nazistas no caminho para Fallersleben, para a cerimônia de lançamento da  pedra fundamental da fábrica da  Volkswagen, em 1938.


Nuremberg, 1938

Adolf Hitler na posse do porta-estandartes da SS, no congresso do partido nazista em Nuremberg, 1938.


Nuremberg, 1938.

Nuremberg, Alemanha, 1938.


Joseph Goebbels

O Ministro da Propaganda Nazista,  Joseph Goebbels, discursa no Lustgarten, em Berlim, 1938.


Congresso nazista em Nuremberg


Encontro de veteranos, 1939 

Cena ao longo da estrada para  Fallersleben, onde funcionará a  Volkswagen , Alemanha, 1938.


Todas as fotografias acima foram tiradas por Hugo Jager, que era o fotógrafo pessoal de Adolf Hitler. Ele viajou com Füher nos anos que antecederam e durante a Segunda Guerra Mundial, sendo um dos poucos fotógrafos que  usavam técnicas de fotografias em cores na época. À medida que a guerra  chegava ao fim, em 1945, Jaeger escondeu as fotografias em uma mala de couro. Ele, então, encontrou soldados americanos e ficou com medo de ser preso e acusado por transportar tantas imagens de um homem tão procurado. No entanto, quando os soldados abriram a mala,  a atenção deles se voltou para uma garrafa de conhaque, que foi aberta e compartilhada com Jaeger. Jaeger enterrou as fotos dentro de 12 potes de vidro fora de Munique. O fotógrafo voltou ao lugar ao longo de vários anos para garantir que as fotografias estavam seguras. Ele desenterrou todas as fotografias, dez anos depois, em 1955, e as colocou em um cofre de banco. Em 1965, Jaeger as vendeu para a revista Life.

Veja também:  As fotografias proibidas de Hitler

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