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5 assassinatos que mudaram os rumos da história

Desde que o rei moabita Eglom foi esfaqueado até a morte, sentado no próprio trono em 1200 a.C (Juízes 3: 12-30) - e provavelmente muito antes disso -  líderes políticos tem sido assassinados por várias razões. Quase sempre, eles foram mortos por serem considerados uma ameaça para outros interessados no poder, ou por causa de alguma posição política controversa que tomaram; mas às vezes, a razão pode ser tão trivial quanto a busca por vingança ou o desejo do assassino de ser famoso.

Em qualquer caso, geralmente estes assassinatos são apenas simples notas de rodapé na história, mas, ocasionalmente, alguns deles causaram um impacto profundo sobre não apenas uma nação, mas sobre os rumos da história em si. Então, quem foram essas pessoas cujas mortes tiveram imensa repercussão na formação do mundo?


1 – O assassinato do Arquiduque  Francisco Fernando da Áustria

Francisco Fernando 
Por que a morte de um nobre, um tanto quanto desconhecido, é considerada por muitos como o assassinato mais influente da história? A razão é simples: o atentado ao arquiduque Francisco Fernando e à sua esposa, ocorrido enquanto eles desfilavam em carro aberto pelas ruas de Sarajevo, capital da moderna Bósnia-Herzegovina, mas que na época era uma cidade da Sérvia, teve repercussões imediatas e profundas.

O problema era que, Gavrilo Princip, o assassino, fazia parte de um grupo que tinha ligações com os militares sérvios; então, o Império Austro-Húngaro acusou o governo sérvio de ser cúmplice no assassinato e colocou em movimento as engrenagens da guerra, o que, por sua vez, iniciou uma cadeia de eventos que, dentro de poucas semanas, não só colocaria as duas nações frente a frente no campo de batalha, mas que  arrastaria todo o continente europeu para a carnificina.

O resultado? A Primeira Guerra Mundial, indiscutivelmente um dos mais sangrentos e mais fúteis conflitos da história. Com certeza,  pessoas muito mais conhecidas e bem mais poderosas foram assassinadas ao longo dos séculos, mas nenhuma dessas mortes teve  consequências tão funestas quanto o assassinato de Francisco Fernando, em Saravejo.

Contudo, é importante ressaltar: o  evento desencadeou o curso dos acontecimentos que diretamente levaram à eclosão da Primeira Guerra Mundial, mas não a causou. A Áustria-Hungria já estava determinada a eliminar a “ameaça sérvia” antes do assassinato de seu herdeiro presuntivo e só precisava de uma desculpa para declarar guerra ao seu vizinho dos Balcãs.


2 – O assassinato do czar Alexandre II

Assassinato de Alexandre II
Talvez você pouco saiba sobre a vida do czar Alexandre II, porém, a morte dele nas mãos de anarquistas,  ocorrida em março de 1881,  mudou o curso da história russa, e mudou para bem pior.

Alexandre II  tinha algo de um monarca iluminado e reformador, e estava prestes a  criar um parlamento na Rússia, no momento da sua morte, o que provavelmente teria levado a democratização dos país, transformando-o em uma monarquia constitucionalista, tal como foi visto na Inglaterra e em outros países europeus.

Em vez disso, os sucessores de Alexandre II decidiram tomar medidas pesadas, que resultaram em mais de trinta anos de liderança opressora e corrupta e semearam as sementes para a Revolução de 1917, que introduziu o comunismo no mundo, cujos efeitos  sentimos até hoje.

Outra consequência do assassinato foi o início dos pogroms e da legislação antijudaica.

Com o assassinato, veio  também a supressão das liberdades civis na Rússia e o regresso da violenta repressão policial. O assassinato do czar foi testemunhado em primeira mão pelo seu filho, Alexandre III e pelo seu neto, Nicolau II, que viriam a governar a Rússia e prometeram que não teriam o mesmo destino.


3 – Mahatma Gandhi

Mahatma Gandhi
A humanidade perdeu a voz da não violência em uma sociedade cada vez mais violenta, quando Gandhi foi morto a tiros nas ruas de Nova Déli por um ativista e estudante universitário, um  golpe duro não só para a Índia, mas para o mundo inteiro.

As políticas de Gandhi de compaixão para com os pobres e da resistência não violenta, serviram como um modelo real  de mudança por meios pacíficos, ao mesmo tempo em que sua capacidade de influenciar tanto hindus como  muçulmanos,  fez da paz um sonho  possível, em uma Índia devastada pela guerra.

Entretanto, a vitória da paz foi esmagada quando  no dia 30 de janeiro de 1948, Gandhi foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por Nathuram Godse, um hindu radical que responsabilizava Gandhi pelo enfraquecimento do novo governo ao insistir no pagamento de certas dívidas ao Paquistão. Godse foi julgado, condenado e enforcado, a desrespeito do último pedido de Gandhi que foi justamente a não punição do seu assassino.

A única coisa “positiva” que se pode dizer, se é que isso seja possível, é que foi uma “sorte” o agressor ser um adepto do hinduísmo; caso Gandhi tivesse sido morto a tiros por um muçulmano, o subcontinente teria se tornado um campo de batalha religiosa de proporções apocalípticas.


4 – Reinhard Heydrich

Reinhard Heydrich
Somente os que estudam a história da Segunda Guerra Mundial com afinco, sabem quem era Reinhard Heydrich, mas, apesar dessa obscuridade, ele era o único homem que poderia ter vencido a guerra para a Alemanha, se não tivesse sido morto por rebeldes tchecos nas ruas de Praga, em 1942.

Tão cruel e bem mais  inteligente do que o  seu protegido, Adolf Hitler; Heydrich estava sendo preparado para ser o sucessor do Füher, quando esse morresse; se tivesse sobrevivido, talvez Heydrich  encontrasse os meios para derrubar um Hitler cada vez mais frágil e delirante, tomando assim as rédeas do Terceiro Reich, o que, segundo os historiadores, teria tido implicações profundas para os aliados.

Certamente, sob a liderança de Heydrich, os muitos erros cometidos por Hitler nos últimos anos da guerra, que somados, selaram o destino da Alemanha, teriam sido evitados; mas isso é assunto de conversa para os aficionados em história alternativa.

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5 – Júlio César

O assassinato de Júlio César nas mãos de seus próprios senadores,  colocou o Império Romano em uma jornada de séculos de tumulto e de traição.

O destino de  Roma, caso  Júlio César tivesse ficado no poder, logicamente é desconhecido, mas é bem provável que as transições de poder no futuro tivessem sido muito menos confusas, e, certamente, não haveria a guerra civil resultante da morte do grande general, que quase dividiu o império em duas partes.

Sem a morte de César, o encontro de Cleópatra e Marco Antônio nunca teria acontecido, bem como uma série de eventos que fizeram e fazem do Império Romano, um objeto de estudo e  de fascínio para historiadores de todas as épocas.

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