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5 animais que foram caçados pelo homem até à extinção

Doenças, predação, concorrência, alterações climáticas, erupção vulcânica, colisão de asteróides. Estes são alguns dos fatores que podem contribuir para a extinção de uma espécie animal. Entretanto, na maioria das vezes, somos nós, os seres humanos, que desempenhamos o papel principal nesta tragédia do meio ambiente. Na verdade, nos últimos 500 anos, o homem levou 322 espécies de animais à extinção, seja indiretamente (através da introdução de novos predadores e a destruição de habitats), ou diretamente (pela caça excessiva em busca de alimentos, por esporte, comércio de peles). Abaixo estão 5 animais que foram caçados até a extinção.


5 - Arau-gigante

arau-gigante

Araus-gigantes por John James Audubon, do livro The Birds of America (1827-1838).


O arau-gigante era um pássaro incapaz de voar que se assemelhava a um pinguim, com as penas pretas e brancas. Na verdade, ele foi a primeira ave a ser chamada de “pinguim”. Contudo, a arau-gigante não tinha nenhum parentesco com os pinguins de hoje; seu parente vivo mais próximo é a torda-mergulheira.

O arau-gigante mudava sua aparência com as estações. No verão, o pescoço deles era castanho-escuro e eles tinham uma mancha branca em cada olho. No inverno, os pescoços eram brancos e as manchas nos olhos desapareciam. Eles tinham bicos longos e curvos, que usavam para construir ninhos e também para se defenderem quando ameaçados.

Os araus-gigantes eram excelentes nadadores, capazes de fazer mergulhos profundos e prender a respiração por mais tempo do que as focas. Infelizmente, em terra, eles eram o oposto - lentos e desajeitados. Eles não tinham medo de nada, nem mesmo dos seres humanos, o que os tornava um alvo fácil.

Até o final de 1700, o arau-gigante foi caçado por suas penas, carne, ovos e gordura. O último casal foi avistado em 1844; enquanto fugia de seres humanos, seu ovo foi esmagado sob a bota de um pescador.


4 - Urso-do-atlas

Considerado uma subespécie do urso marrom por alguns cientistas e uma espécie distinta por outros, o urso-do-atlas foi o único urso a ter vivido na África. Eles eram geralmente encontrados na área em torno da Cordilheira do Atlas, daí o seu nome.

Acredita-se que o  urso-do-atlas  teria cerca de 2,7 metros de comprimento e que pesaria cerca de 450 quilos. Estes números o tornariam um dos maiores da espécie, junto com o urso polar e o urso-de-kodiak. O urso-do-atlas tinha pele grossa, marrom escura com as partes da bariga laranja-avermelhada. Ele comia principalmente  bolotas e nozes que pendiam de galhos baixos e raízes, uma vez que ele não era bom para subir em árvores.

Não é certo quando exatamente o urso Atlas tornou-se extinto, embora alguns tenham sido vistos até o final de 1800. Quanto à razão, isso não é nenhum mistério - quando o Império Romano expandiu para a África, milhares de ursos-do-atlas foram capturados e lançados contra gladiadores ou criminosos nas arenas romanas. Eles também foram caçados por esporte pelos romanos e pelas peles e carne por tribos africanas. Mais tarde, também foram capturados para serem exibidos em jardins zoológicos. Incapaz de se reproduzir em cativeiro, o urso-do-atlas gradualmente desapareceu.


3 - Quaga

quaga
O quaga é uma subespécie da zebra-das-planícies. A palavra quagga significa "zebra" na língua do povo khoikhoi, nativo do sul da África. É uma onomatopeia do som emitido pelo animal, às vezes transcrito como kwa-ha-ha. O animal tinha cerca de 2,6 metros de comprimento e 1,30 metros de altura. Ele parecia um híbrido de cavalo com zebra, com a parte dianteira listrada e a parte traseira marrom lisa. O quaga vivia em rebanhos e comia grama e folhas.

Os quagas foram caçados por sua carne e peles. Eles também foram capturados e enviados para a Europa para serem  usados como animais de arreio em carruagens. Sua última grande população selvagem desapareceu na década de 1870, sendo que o último quaga selvagem conhecido morreu em 1878. Em cativeiro eles duraram um pouco mais, porém,  o último quaga morreu em um zoológico em Amsterdã, no ano de 1883. Em 1984, o quaga tornou-se o primeiro animal extinto a ter o seu DNA analisado.


2 - Tilacino

Tilacino

Também conhecido como  tigre-da-tasmânia por causa de suas listras, o tilacino foi o maior marsupial carnívoro e o maior predador da Austrália durante centenas de anos. Ele também era uma das duas espécies de marsupiais em que os machos também tinham bolsas abdominais.

O tilacino tinha o tamanho de um cachorro grande. Ele caçava wallabies e cangurus, bem como vombates, gambás e aves, geralmente ao entardecer ou à noite. As fêmeas normalmente tinham três filhotes por ninhada, os quais carregavam em suas bolsas por cerca de três meses.

Cerca de 2000 anos atrás, a população do tilacino começou a declinar até que ele se tornou extinto na Austrália continental. Na Tasmânia a espécie sobreviveu até 1930. Os tilacinos eram odiados por atacarem os rebanhos de ovelhas e foram muito caçados por agricultores e caçadores de recompensas.


1 - Rinoceronte-negro-ocidental

rinoceronte-negro

Em 2011, o rinoceronte-negro-ocidental (uma subespécie do rinoceronte negro) foi declarado extinta, depois de estar na lista de espécies criticamente ameaçadas por mais de uma década. O surpreendente é que tão recentemente quanto 1900, ele era o mais abundante dos rinocerontes, com população perto de um milhão, mas em 1995, existiam apenas 2.500 rinocerontes-negros-ocidentais.

A extinção do rinoceronte negro ocidental é culpa da   caça, principalmente por  seus chifres, que eram usados ​​na fabricação de punhais cerimoniais, bem como na medicina tradicional chinesa.